Meta é vacinar 1,6 milhão de catarinenses contra gripe em 2017 - Cidades - O Sol Diário

Influenza10/03/2017 | 20h19Atualizada em 10/03/2017 | 20h19

Meta é vacinar 1,6 milhão de catarinenses contra gripe em 2017

Neste ano, 94 mil professores da rede pública e privada em SC também devem ser vacinados  

Meta é vacinar 1,6 milhão de catarinenses contra gripe em 2017 Porthus Junior/Agencia RBS
Campanha começa dia 17 de abril para todos os grupos prioritários Foto: Porthus Junior / Agencia RBS

Depois de 758 casos e 117 mortes causadas pelo vírus influenza em Santa Catarina em 2016, a expectativa é de um ano mais tranquilo em relação à gripe no Estado. Além do vírus não estar circulando precocemente como no ano passado, a antecipação da campanha de vacinação e a inclusão dos professores na imunização ajudam a formar um cenário mais otimista. 

A partir do dia 17 de abril, 1,8 milhão de catarinenses poderão ser imunizados na campanha nacional de vacinação contra gripe. No ano passado, a campanha começou no dia 25 de abril em SC. A meta do Ministério de Saúde é vacinar pelo menos 90% do público-alvo, o que no Estado resulta em 1.678.109 de pessoas. O grande diferencial na campanha deste ano será a imunização dos professores, tanto da rede pública como privada, da educação infantil ao ensino superior. No total, 94,3 mil docentes devem ser vacinados no Estado.

Para a médica infectologista Regina Santos Valim, essas estratégias são importantes para ter menos casos graves da doença: 

— A ampliação de grupo é uma estratégia extremamente interessante porque quanto maior a cobertura vacinal, maior a resposta que a gente vai ter.

Apesar do ministro da Saúde, Ricardo Barros, ter afirmado em coletiva de imprensa que alguns Estados, principalmente do Sul, iriam receber as doses antes, a  gerente de Doenças Imunopreveníveis e Imunização da Diretoria de Vigilância Epidemiológica de SC (Dive-SC) Vanessa Vieira da Silva, diz que o Estado deve manter a data prevista no calendário nacional:

— O laboratório ainda não entregou as doses para o Ministério da Saúde. Precisamos receber de duas a três semanas para fazer a distribuição — justifica.

Segundo Vanessa, o Estado ainda não registrou casos de internação por influenza neste ano, mas isso não significa menos cuidados. A etiqueta da tosse, usar lenços descartáveis, arejar ambientes e usar álcool gel, além de procurar a vacina se fizer parte dos grupos prioritários são medidas essenciais de prevenção:

— Infelizmente as pessoas só pensam em prevenção quando o problema já está batendo na porta, mas a gente vem assistindo uma adesão crescente principalmente depois da pandemia, a população aprendeu que influenza é grave, que não é um simples resfriado — diz a presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Isabella Ballalai.

Campanha de vacinação em SC
Início
: 17 de abril. Dia D no dia 6 de maio
Término: 19 de maio
Em todos os postos de saúde

Especialistas mostram otimismo em relação ao vírus 

Especialistas defendem que ainda é cedo para saber como o vírus irá se comportar neste ano no país. O que já se sabe é que o influenza não está circulando precocemente. Para se ter noção, só em janeiro e fevereiro do ano passado, SC já acumulava 12 casos da doença. Neste ano, até o momento não há registros. 

— Cada ano é um ano quando se fala em surto de influenza. Esse ano foi bastante intenso na Europa, a França sofreu muito com surto de influenza. Tudo indica um ano mais calmo, tanto na disponibilidade de vacina, até a época de início dos casos — defende Isabella.

O consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia Munir Ayub diz que essa variação dos casos de gripe é normal. Ele diz que em São Paulo, alguns casos já começam a aparecer, porém com menos intensidade: 

— A gente não conseguiu entender porque houve aquela antecipação no ano passado. A gente precisar aguardar mais um pouco para saber qual será o comportamento do vírus neste ano. 

A infectologista Regina acrescenta que publicações estrangeiras citaram a circulação de um vírus do tipo A, que tem capacidade de causar infecção mais grave, mas que ainda não dá para saber se irá atuar no país. 

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