Preço do gás de cozinha sobe entre 5% e 9,8% para o consumidor em SC - Cidades - O Sol Diário
 
 

Seu bolso22/03/2017 | 16h39Atualizada em 22/03/2017 | 17h33

Preço do gás de cozinha sobe entre 5% e 9,8% para o consumidor em SC

Petrobras havia previsto reajuste de 3,1% para o consumidor, mas sindicato afirma que distribuidoras aumentaram acima do previsto  

Preço do gás de cozinha sobe entre 5% e 9,8% para o consumidor em SC Flávio Neves/Agencia RBS
Foto: Flávio Neves / Agencia RBS

Os consumidores catarinenses já começam a sentir no bolso o aumento da Petrobras de 9,8% nos preços dos botijões de gás de cozinha nesta terça-feira. Com a diferença de preço entre as regiões do Estado, o acréscimo varia bastante, mas segundo o Sindicato dos Revendedores de Gás em Santa Catarina (Sinregás-SC), o botijão ficou entre 5% e 9,8% mais mais caro para o cliente final. Ou seja, o aumento pode chegar a R$ 7, dependendo da região. 

O acréscimo é bem superior ao que foi estimado pela Petrobras. A companhia afirmou que se o reajuste fosse repassado integralmente aos consumidores, o preço do botijão teria alta de 3,1%, ou R$ 1,76. "Isso se forem mantidas as margens de distribuição e de revenda e as alíquotas de tributos", disse em nota. 

O presidente-executivo do Sinregás, Jorge Magalhães de Oliveira, questiona essa estimativa, pois a estatal não considerou que as próprias distribuidoras repassariam aumento maior que o previsto. 

— No Estado, as distribuidoras estão passando entre 5% e 9,8% de aumento. Isso vai chegar ao consumidor final, porque não tem como revendedor absorver isso. Como geralmente acompanha-se essa cadeia, então chega o reajuste entre 5% e 9,8% para o consumidor final. 

O Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liqüefeito de Petróleo (Sindigás), entidade que representa as distribuidoras no país, afirma que reajuste em alguns locais de entrega chega a 14,7% no Brasil. 

"São esperados outros movimentos, como de baixa do preço do Gás LP para embalagens maiores que 13kg. O Sindigás informa que não é possível prever o impacto do reajuste para o consumidor final, uma vez que o mercado é livre e os cálculos apresentados são meramente especulativos", disse em nota.

Oliveira acrescenta que cada revendedor tem liberdade de praticar o preço final de acordo com a planilha de custo. Carlos Steimbach tem uma revenda de gás em São José, na Grande Florianópolis e afirma que aumentou em média R$ 3,8 o botijão, porque trabalha como atacadista. Mas para o consumidor final, o aumento chegou a R$ 5. 

— Para nós chegou o repasse de 9,8% [da distribuidora], mas a gente teve que segurar esse aumento pela concorrência de mercado — explica Steimbach.

Último levantamento da Agência Nacional de Petróleo (ANP) antes do aumento apontou variação entre R$ 49 e R$ 63,23 no preço médio do botijão nas cidades de SC. No Estado, o botijão saía em média por R$ 54,1. 

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