Bombeiros ainda não sabem o que provocou o incêndio em hotel de Braço do Norte, no Sul de SC - Cidades - O Sol Diário

Geral30/04/2017 | 23h45Atualizada em 30/04/2017 | 23h47

Bombeiros ainda não sabem o que provocou o incêndio em hotel de Braço do Norte, no Sul de SC

Pouco antes das 3h de domingo, as chamas teriam começado na lanchonete, no térreo, e se espalharam pelo ambiente

Bombeiros ainda não sabem o que provocou o incêndio em hotel de Braço do Norte, no Sul de SC Guilherme Hahn/Especial
Foto: Guilherme Hahn / Especial

Os moradores da cidade de Braço do Norte, no Sul do Estado, passaram o domingo tentando entender o incêndio que matou três pessoas e deixou outras sete feridas na madrugada de domingo. A paisagem do centro da cidade pacata, de 31 mil habitantes, mudou com o prédio do Hotel Rech chamuscado dentro e fora pelas chamas. Pouco antes das 3h, as chamas teriam começado na lanchonete, no térreo, e se espalharam pelo ambiente. Apesar de as chamas terem se concentrado no térreo, a fumaça atingiu todos os espaços do hotel nos andares de cima.

Segundo o tenente André Corrêa Araújo, do Corpo de Bombeiros de Braço do Norte, pelo menos 10 pessoas estavam no hotel no momento do incêndio. Três morreram: Cristina Miranda Schimitt, 59, Alexandre Frontino, 32, e Yasmin Streger, 13. A causa das mortes teria sido inalação de fumaça. 

As sete vítimas sobreviventes do incêndio no Hotel Rech, em Braço do Norte, receberam atendimento médico no Hospital Santa Teresinha, que fica a menos de um quilômetro de distância, ainda na madrugada de domingo. Havia um médico plantonista no momento, que chamou ajuda de um outro médico para auxiliar nos atendimentos. Segundo o médico João Henrique Loffi Schmitt, que acompanhou os pacientes na maior parte do dia, todos apresentavam quadro estável, mesmo os que foram transferidos. O padrasto de Yasmin foi um dos três remetidos ao Hospital Nossa Senhora da Conceição.

As transferências para a cidade vizinha, conta o médico, ocorreram porque o Hospital Santa Teresinha não conta com pneumologista e os quadros dos pacientes transferidos inspiravam mais cuidados. 

– Somos um hospital de pequeno porte, com apenas um médico plantonista. Mas conseguimos o suporte necessário para prestar o atendimento de urgência e emergência e buscar o atendimento referencial. Trabalho há sete anos em emergência e nunca havia presenciado uma situação dessas. Agora é preciso acompanhamento porque os quadros podem evoluir nas próximas horas. Há riscos de pneumonia química, pneumonia infecciosa e também um caso de suspeita de lesão térmica – diz Schmitt, que é clínico geral. 

Sônia Mara Streger, mãe da menina de Yasmin, contou à RBS TV que estava com a filha e com o marido em um quarto no terceiro andar. A família, que é do Paraná e estava de férias em Santa Catarina, parou no hotel para descansar antes de seguir viagem para Florianópolis. Quando sentiram o cheiro de fumaça e ouviram os gritos, desceram até o segundo andar, mas não conseguiram sair do hotel. Por isso, voltaram para o quarto, onde molharam algumas toalhas para se proteger. Quando os bombeiros chegaram, pediram ajuda pela janela. A mãe conta que a filha desmaiou e acredita que tenha desmaiado também, já que não se lembra do resgate. 

Foto: Alexandre Frazão / Stylus FM

Os únicos pacientes já liberados em Braço do Norte receberam alta após as 19h de ontem. Anderson Aparecido Vitório, 32 anos, e a namorada Kauane Cardoso dos Santos, 16, terão de tomar cuidados para não expor as vias respiratórias a novos riscos. Moradores de Jacarezinho (PR), eles estavam em Braço do Norte há uma semana porque Anderson trabalhava na instalação de uma máquina industrial na cidade. Os demais pacientes devem receber alta em até 48 horas.

O Corpo de Bombeiros e o Instituto Geral de Perícias trabalharam nos escombros até o fim da manhã. O proprietário do hotel não quis falar com a reportagem, mas disse que estava prestando auxílio aos familiares. O laudo completo da perícia deve ser divulgado em 30 dias. Ontem, a estrutura foi isolada com tapumes.

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