Carolina Bahia: "Como reconquistar a confiança do eleitor?" - Cidades - O Sol Diário

Opinião08/04/2017 | 09h01

Carolina Bahia: "Como reconquistar a confiança do eleitor?"

"Neste início de abril, os políticos só pensam com um objetivo: as urnas em 2018"

Ninguém em Brasília sabe quem vai sobreviver à Lava-Jato, nem mesmo quais serão exatamente as regras eleitorais da próxima campanha. Mesmo assim, neste início de abril, os políticos só pensam com um objetivo: as urnas em 2018.

O súbito comportamento oposicionista do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), que conseguiu ser o personagem da semana, é a mais fiel tradução do sentimento que toma conta da Esplanada. O medo do alto índice de renovação se espalha, tanto entre os políticos de oposição, quanto entre aqueles que apoiam o governo. Por isso, o Planalto foi obrigado a recuar em pontos importantes da reforma da Previdência. Poucos estão dispostos a ir para o sacrifício em nome de um governo com baixa popularidade.

Quem acompanha a política pode alegar que esse movimento de preocupação com as urnas é uma constante na vida de quem vive de votos. Mas este ano há um clima diferente na capital federal. O que se observa não é aquela busca precoce pela formação de alianças, mas um sentimento de preservação, de salvar a própria pele. Como os resultados da divulgação da lista de Janot ainda são desconhecidos, cada um vai tentando manter o foro privilegiado como pode, captando os recados de sua base eleitoral e fazendo média com o eleitor.

Defensor da reforma da Previdência, o deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS) pondera, no entanto, que quem votou pelo impeachment, para manter a coerência, deveria aprovar as mudanças nas aposentadorias:

— Se nós não garantirmos a reforma, não vamos colaborar para a retomada da economia e chegaremos a 2018 sem nada. O eleitor vai nos perguntar: foi para isso que vocês aprovaram o impeachment?

Já a oposição surfa na facilidade que é bater nas alterações das aposentadorias, mas não vive situação confortável. Na última semana, o ex-deputado do PT – André Vargas - foi condenado na Lava-Jato e a delação premiada do marqueteiro João Santana promete ser devastadora para o partido de Dilma e Lula.

Por essas e outras é que os tubarões dos partidos agem nas sombras, tentando aprovar no Congresso uma reforma política malandra, com lista fechada e financiamento público de campanha. E aí? Como confiar?


VAI ENXUGAR
Deputados governistas estão convencidos que o Palácio do Planalto ainda tem gordura para queimar na Reforma da Previdência. O presidente Michel Temer tem comentado que se aprovar o texto com 75% das propostas encaminhadas originalmente ao Congresso, já está de bom tamanho. O líder do PSDB no Senado, Paulo Bauer (SC), por exemplo, pressiona por regras de aposentadoria diferenciadas para as mulheres.

JORNAL DE SANTA CATARINA

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