"Danilo herdou o posto do irmão no tráfico", afirma delegado  - Cidades - O Sol Diário

Entrevista02/04/2017 | 16h35Atualizada em 02/04/2017 | 16h35

"Danilo herdou o posto do irmão no tráfico", afirma delegado 

Irmão de traficante Neném da Costeira, Danilo é considerado pela polícia como o patrão da venda de drogas em Florianópolis desde 2008

Delegado Attilio Guaspari Filho, titular da Delegacia de Combate às Drogas (Decod), em Florianópolis, fala sobre os assassinatos encomendados, atentados a tiros, ameaças e até uma suposta lista de pessoas marcadas para morrer evidenciam a violência na Costeira do Pirajubaé. Situada entre o Centro e o aeroporto de Florianópolis, no Sul da Ilha de Santa Catarina, a região apresenta histórico de problemas com a violência.

Danilo de Souza, irmão de traficante Neném da Costeira, é acusado pela polícia como mandante de assassinatos em Florianópolis e patrão da venda de drogas no lugar do irmão preso desde 2008

Quem são os principais presos na sexta?
O Danilo é considerado o número 1 do tráfico na Costeira, mas não mexe, não toca na droga. A investigação começou em 2015. O Douglas era o braço-direito de Danilo. O Andrei é empresário, tem dinheiro e era o grande fornecedor de drogas, contratava pessoas para fazer mulas, iam para o Mato Grosso e fornecia os carros. No ano passado, conseguimos pegar cerca de 300 quilos de maconha do grupo em Biguaçu. O veículo era do Andrei, que contratou mais quatro pessoas.

Qual a participação do empresário?
Ele financiava, colocava o dinheiro e com a liquidez conseguia investir e comprar a droga por um preço mais baixo. Ele não precisava disso, tinha dinheiro e a princípio não usava a empresa para o tráfico. Ele é amigo do Danilo, que alega que era funcionário da madeireira, tem carteira assinada. Mas a gente já sabe e tem testemunha que ele nunca trabalhava lá.

O que a polícia conseguiu de provas para incriminar os presos?
A principal materialidade é a apreensão de 300 quilos de maconha e haxixe em 2016. Mas temos a materialização indireta que ventilam os laços entre os envolvidos, mas o conteúdo está em sigilo ainda. Vamos indiciá-los por tráfico de drogas e associação para o tráfico.

O senhor acredita que essas prisões vão reduzir o número de homicídios registrados em Florianópolis neste ano?
Não vão diminuir. O tráfico, infelizmente, vai continuar enquanto houver usuários. Certamente outros homens já estão na fila querendo entrar para o lugar deles. Os homicídios em Florianópolis estão ligados a guerras de facções. E a Costeira, pelas informações que temos, não é um morro faccionado.

A polícia vai levantar os bens da quadrilha e pedir sequestros?
Faremos essa etapa de levantamento. Um dos carros do Andrei já foi sequestrado.

Como surgiu o comando de Danilo no tráfico e o envolvimento dele nas mortes?
Ele assumiu e herdou o posto do irmão Neném da Costeira, algo natural que acontece no tráfico. Os homicídios estão a cargo da Delegacia de Homicídios, que trabalhará a respeito.

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