Hospital Universitário irá oferecer exames de alta complexidade a pacientes com epilepsia  - Cidades - O Sol Diário

Saúde01/04/2017 | 11h03Atualizada em 01/04/2017 | 11h56

Hospital Universitário irá oferecer exames de alta complexidade a pacientes com epilepsia 

Expectativa é que reforma seja concluída até o segundo semestre. Exames são fundamentais para casos que exigem cirurgia

Hospital Universitário irá oferecer exames de alta complexidade a pacientes com epilepsia  Charles Guerra/Agencia RBS
Foto: Charles Guerra / Agencia RBS

Nesta semana foi realizada a assinatura do Termo de Compromisso de Convênio entre a Secretaria de Saúde e a Universidade Federal de Santa Catarina para a reativação do serviço de Neurofisiologia do Hospital Universitário (HU), responsável pelo tratamento de pacientes com epilespia. A partir da reforma da unidade, que deve ser concluída até o segundo semestre, o HU começa a oferecer exames de alta complexidade aos pacientes com epilepsia. 

Atualmente, mais de 120 pacientes com epilepsias de difícil controle são atendidos mensalmente no ambulatório do HU. Eles vêm de várias partes do Estado e aguardam o exame de vídeo eletroencefalograma (vídeo EEG). Com a reforma, a unidade será a única de Santa Catarina a oferecer esse exame pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A professora-adjunta e chefe do serviço de Neurologia do Hospital Universitário da UFSC, Katia Lin, explica que são poucos os centros no país que oferecem esse tipo de avaliação especializada para a cirurgia de epilespsia:

— Nossa equipe conseguiu através de verba de pesquisa R$ 4 milhões em equipamentos. Eles estão há dois anos dentro de caixas aguardando a reforma. Então já temos equipamentos, recursos humanos, só falta a reforma da unidade _ destaca.

Ela diz que há quatro anos, a cirurgia aos pacientes com epilepsia era feita no Hospital Governador Celso Ramos, onde foram realizados 87 procedimentos. Nos últimos anos, os pacientes eram encaminhados a outros Estados para fazer os exames e cirurgia, acrescenta:

— Uma vez que o paciente recebe o diagnóstico, 70% terão um controle satisfatório da doença com a medicação e levam uma vida normal. Os demais mesmo com uso de medicamento continuam tendo crise, esses precisam buscar outras formas de tratamento e o principal seria o cirúrgico. Nos últimos anos, os pacientes eram enviados a outros Estados para fazer a avaliação pré-cirúrgica e a cirurgia. 

A superintendente do Hospital Universitário, Maria de Lourdes Rovaris, explica que estão providenciando a documentação necessária para desencadear os processos licitatórios. A expectativa é começar as obras em até 40 dias e então concluir a reforma em três meses. Com isso, a partir do segundo semestre deste ano já poderiam começar os exames de alta complexidade aos pacientes com epilepsia. 

A Secretaria de Saúde informa que desde 2014, o atendimento a pacientes com epilepsia foi transferido do Hospital Celso Ramos para o HU/UFSC devido a alta demanda da unidade, referência em politraumatizados. A pasta irá investir R$ 350 mil na adequação e ampliação do espaço no Hospital Universitário. 

O que é

A epilepsia é caracterizada por intensas descargas elétricas no sistema nervoso central, resultando em convulsões com manifestações involuntárias no comportamento, no controle muscular, na consciência e na sensibilidade do indivíduo. É a doença neurológica mais comum, com um estimativa de que, no Brasil, cerca de 4 milhões de pessoas sofram do transtorno. Sabe-se que uma média de 70% dos pacientes melhoram com tratamento adequado. No entanto, 30% desenvolvem a condição de difícil tratamento medicamentoso, necessitando de cuidados ao longo da vida. 

No Estado, a estimativa é que 150 mil pessoas tenham epilepsia, destes, 50 mil de difícil controle. 

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