Infartos em pessoas com menos de 40 anos aumentam em Blumenau - Cidades - O Sol Diário

Saúde07/04/2017 | 07h03

Infartos em pessoas com menos de 40 anos aumentam em Blumenau

No país, desde 2013 houve um aumento de 13% no número de infarto entre adultos de até 30 anos

Infarto? Eu não tenho idade para ter um infarto”. Se você já ouviu alguém dizer isso ou se você mesmo já disse é hora de rever seus conceitos. Em Blumenau o número de pessoas com menos de 40 anos que tiveram infartos aumentou nos últimos anos. Na unidade da Cardioprime Centro de Cardiologia, no Hospital Santa Catarina, os casos praticamente triplicaram no ano passado. Segundo o cardiologista Marcelo Linhares, de seis em 2015 foram para 15 em 2016.

– A gente percebeu nos últimos três anos um aumento progressivo. Claro que faz bastante sentido quando a gente percebe, dentro do consultório, um aumento de pacientes mais jovens, com ansiedade generalizada e um pouco disso é causado pela crise financeira. Alguns estudos já mostraram que após crises e acontecimentos como o Furacão Katrina, por exemplo, há aumento significativo na taxa de infartos – cita.

Referência em cardiologia, no Hospital Santa Isabel – que atende pelo SUS pacientes vindos de todos os municípios do Médio Vale do Itajaí – também é perceptível um incremento no atendimento de pacientes mais jovens. O cardiologista do setor de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista Adrian Paulo Morales Kormann conta que a cada 10 casos mensais de infartos, dois são pacientes que ainda não completaram quatro décadas de vida.

– Não há idade para se ter infarto. A gente considera os fatores de risco: hereditarismo, fumo ou tabagismo, diabetes, hipertensão arterial, colesterol elevado e sedentarismo. Isolados ou somados, eles elevam as chances de um infarto. Nos mais jovens o que notamos é o aumento da obesidade, diabetes precoce decorrente da obesidade, a vida sedentária e claro, o estresse – ressalta ao citar que o fenômeno cresce desde a década de 1990.

Segundo dados do DataSUS, do Ministério da Saúde, em 2013 houve um aumento de 13% no número de infarto entre adultos de até 30 anos no país. Kormann observa que os jovens geralmente são acometidos por morte súbita, sequer apresentam os sintomas iniciais de um infarto. Ainda assim, a mortalidade em jovens é menor do que em pacientes acima dos 40 anos.

A importância das consultas preventivas
Para Marcelo Linhares, o fundamental e mais crítico é o fato das pessoas confundirem a prevenção com o fazer exames complementares. O cardiologista destaca que não adianta ir ao médico e após a consulta continuar com todos os fatores de risco. O objetivo da ida ao consultório é ser o primeiro passo na mudança de hábitos.

Kormann explica ser um mito pensar que apenas pessoas mais velhas são acometidas por um infarto e explica que quanto antes o paciente procurar atendimento médico, menor é a chance de mortalidade:

– A campanha Coração Alerta quer reduzir a mortalidade do infarto. Tempo é muito importante, os pacientes não podem ficar em casa. Após o início dos sintomas, quanto mais precocemente o paciente procurar o médico menor é o risco.


O que é um infarto?

O infarto do miocárdio é consequência da obstrução de uma artéria coronária por um coágulo de sangue sobre a placa de gordura que estava na parede, impossibilitando que uma quantidade suficiente de sangue chegue àquela área do músculo cardíaco. Esta porção sofre um processo de morte celular e necrose, podendo levar à morte súbita ou à insuficiência cardíaca. O atendimento imediato é imprescindível para evitar sequelas.

JORNAL DE SANTA CATARINA - Blumenau

 

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