Investigação aponta conexões em crimes em Florianópolis - Cidades - O Sol Diário

Segurança02/04/2017 | 16h32Atualizada em 02/04/2017 | 16h32

Investigação aponta conexões em crimes em Florianópolis

Danilo de Souza, irmão de traficante Neném da Costeira, é acusado pela polícia como mandante de assassinatos em Florianópolis 

Assassinatos encomendados, atentados a tiros, ameaças e até uma suposta lista de pessoas marcadas para morrer evidenciam a violência na Costeira do Pirajubaé. Situada entre o Centro e o aeroporto de Florianópolis, no Sul da Ilha de Santa Catarina, a região apresenta histórico de problemas com a violência.

A polícia afirma ter intensificado ações de combate ao crime e, durante a semana, fez prisões importantes. Na sexta-feira, em uma operação da Delegacia de Combate às Drogas (Decod), cinco investigados por tráfico de drogas foram presos e outras seis pessoas que também tiveram prisão decretada são procuradas.

Apontado como líder do tráfico no bairro, Danilo de Souza, irmão mais novo do traficante Sérgio de Souza, o Neném da Costeira, foi alvo de dois mandados de prisão: um pela investigação do assassinato de Vilmar de Souza Júnior, 29 anos, na frente do Mercado Público, em que figura como mandante do crime, e outro por comandar uma quadrilha de tráfico de drogas na região.

Danilo está preso desde segunda-feira. Antes disso, respondia em liberdade por ser apontado pela polícia como mandante de outro assassinato, o de Tiago Cordeiro, o Calcinha, também na Costeira. O advogado de defesa Francisco Ferreira diz que ele nega os crimes e estava trabalhando de carteira assinada no sul da Ilha. Porém, na sexta-feira, o dono da empresa que contratou Danilo, Andrei Miraldo Ferreira, também acabou atrás das grades suspeito de financiar o tráfico de drogas.

Por enquanto, a polícia ressalta que as investigações sobre os crimes na Costeira estão separadas entre as delegacias de drogas e de homicídios. Os suspeitos ou presos não necessariamente estão envolvidos em mortes ou tráfico ao mesmo tempo. Também não há nenhum novo indício que incrimine Neném da Costeira, trancafiado desde 2008, quando foi pego no Paraguai. Boa parte desses anos o criminoso passou em presídio federal e hoje ele está na penitenciária de Porto Velho, em Rondônia.

A defesa de Neném afirma que o preso sofre de uma doença que o fez perder grande parte da visão e que o traficante não deseja mais retornar ao sistema prisional catarinense. O motivo seriam as constantes ameaças de morte de rivais, uma vez que Neném não teria ingressado na facção criminosa que atua no Estado.

Foto: Reprodução / Diário Catarinense

Clima de apreensão ronda população

As constantes disputas internas pelo comando das bocas de drogas, o caminho na ¿lei do crime¿ e a impiedosa punição em casos de traições permeiam o clima de apreensão no bairro. Denúncias de bandidos armados aumentam o medo entre a população. Apenas este ano, dois fuzis foram apreendidos no sul da Ilha.

— Agora a preocupação também aumenta pela disputa que deve ocorrer pela frente (no comando do tráfico) e as consequências. As pessoas que vivem sob o domínio deles (criminosos) têm medo e não procuram a polícia. Essa realidade é percebida ali desde a época do Neném — explica a delegada Ester Coelho, responsável pela Delegacia do Saco dos Limões.

Até sexta-feira, Florianópolis registrou 53 assassinatos neste ano.

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