Ex-líder de facção nega assassinato de agente e diz estar jurado de morte - Cidades - O Sol Diário

Júri popular19/05/2017 | 13h27Atualizada em 19/05/2017 | 19h37

Ex-líder de facção nega assassinato de agente e diz estar jurado de morte

Rudinei Ribeiro do Prado, o Derru, é o quinto réu levado a julgamento em São José por homicídio de mulher de diretor de Penitenciária

Com a segurança reforçada no Fórum de São José, o ex-líder de uma facção Rudinei Ribeiro do Prado, o Derru, é julgado nesta sexta-feira como o quinto réu acusado do assassinato da agente penitenciária Deise Alves, em 2012. O júri popular começou às 9h, teve intervalo para almoço e seguirá à tarde. Derru foi interrogado por cerca de uma hora pela juíza Marivone Koncikoski Abreu e negou ter mandado matar a agente.

Deise era mulher do então diretor da Penitenciária de São Pedro de Alcântara, Carlos Alves, e foi executada a tiros por engano no lugar do marido, no dia 26 de outubro de 2012.

— Estou decretado, não sei o que vou fazer. Posso morrer a qualquer momento. O Estado me colocou nessa situação. Já perdi um irmão assassinado, o padrasto por infarto e minha mãe está doente — disse o réu.

O promotor Jádel da Silva Júnior sustenta na acusação que Derru fazia parte do 1º ministério da facção, ou seja, do comando da organização criminosa que planejou e determinou o assassinato do diretor em razão do corte de regalias que ele implantou na unidade prisional.

— Esta morte representa que infelizmente estamos nas mãos da violência de pessoas como o Rudinei do Prado. Essa organização criminosa é o câncer do sistema prisional e do Estado, que impõe medo, desespero e a execução de crimes — declarou o promotor.

Foto: Arquivo PEssoal / Arquivo Pessoal

Ex-diretor e mãe da vítima marcam presença

O ex-diretor da Penitenciária de São Pedro de Alcântara, agente Carlos Alves, a mãe e o irmão de Deise assistem ao júri. Durante o depoimento, o réu Derru afirmou ter sido com outros presos alvos de suposto espancamento na cadeia a mando de Carlos depois da morte da mulher.

O réu contou ainda que antes do assassinato de Deise era uma espécie de informante dos agentes na cadeia, onde alertava sobre crimes que estariam sendo planejados pelos presos. Ele acusou os agentes de terem filmado essas conversas e depois mostrado aos demais presos, o que gerou ameaças contra si e agora estaria lhe custando a vida.

— Alertei o próprio diretor em 2011 que ele seria alvo, evitei várias mortes dentro do sistema. O da Deise não cometi, não sabia de nada e não tenho envolvimento. Se soubesse teria evitado — afirmou Derru.

O preso é o quinto réu a ser julgado. Em julgamento em novembro do ano passado, quatro acusados foram condenados. Foi naquele júri que a Justiça decidiu que Derru deveria ser julgado em separado aos demais envolvidos.

O júri continuará com a fala dos advogados de defesa. A sentença está prevista para o fim da tarde. Policiais militares e agentes do Departamento de Administração Prisional (Deap) cuidam da segurança no local.

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