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Economia 26/05/2017 | 18h57Atualizada em 26/05/2017 | 18h57

Pesca industrial da tainha terá apenas 11 barcos catarinenses

Escolha foi feita por sorteio e confirmada nesta sexta em Diário Oficial

Pesca industrial da tainha terá apenas 11 barcos catarinenses Luiz Carlos Souza/Especial
Foto: Luiz Carlos Souza / Especial

Apenas 11, dos 102 barcos catarinenses da frota industrial de cerco, foram sorteados pelo Ministério da Agricultura para receberem licenças para a pesca comercial da tainha, que começa no dia 1º de junho. Entre eles, apenas cinco barcos associados ao Sindicato dos Armadores e da Indústria da Pesca de Itajaí e Região (Sindipi), que responde pelo maior polo pesqueiro do país.

A estimativa é que 700 pescadores catarinenses sejam atingidos pelo modelo de concessão de licenças e fiquem sem trabalho. À RBS TV, o Ministério da Agricultura recomendou que eles atuem em outras modalidades de pesca. 

A informação sobre o número de barcos foi atualizada nesta sexta, após a publicação do resultado do sorteio em Diário Oficial da União. Até quinta-feira, acreditava-se que o número era ainda menor. É possível, no entanto, que atuação em Santa Catarina seja reduzida, já que alguns barcos estão registrados no Estado mas não operam aqui.

Embora a previsão fosse de 32 embarcações sorteadas para todo o Sul e Sudeste, a escolha terminou em 18. O motivo foi uma ¿regra-surpresa¿, que passou a vigorar este ano, e que limita não apenas a quantidade de barcos, mas também a capacidade. Assim, foram priorizados barcos de menor porte, e o sorteio terminou no momento em que a capacidade máxima foi atingida.

Os armadores estão revoltados e prometem recorrer à Justiça. O sorteio, e o limite de capacidade, não integram o plano de gestão da tainha, que propõe redução do esforço de pesca ano a ano e já é considerado bastante rígido pelo setor.

Pescadores e armadores catarinenses decidiram esta semana apoiar a proposta de estabelecer cotas de captura, que foi feita pelo Instituto Oceana, organização que atua no incentivo à pesca sustentável em todo o mundo. Apresentada em fevereiro, a ideia não foi discutida pelo governo.


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