"Precisamos de serenidade", diz deputado Mauro Mariani sobre relação do PMDB com o PSD - Cidades - O Sol Diário
 
 

APÓS DELAÇÕES22/05/2017 | 19h12Atualizada em 22/05/2017 | 19h17

"Precisamos de serenidade", diz deputado Mauro Mariani sobre relação do PMDB com o PSD

Presidente do PMDB em SC, deputado diz que não é momento para rompante após as delações, mas reforça candidatura própria ao governo

"Precisamos de serenidade", diz deputado Mauro Mariani sobre relação do PMDB com o PSD Maryanna Oliveira/Câmara dos Deputados
Foto: Maryanna Oliveira / Câmara dos Deputados

Líder do PMDB em Santa Catarina, o deputado federal Mauro Mariani mantém o discurso incisivo de que o partido não abre mão de candidatura própria ao governo do Estado em 2018. Mas o próprio deputado evita associar as últimas delações ao eventual afastamento do PMDB em relação ao PSD, o partido do governador Raimundo Colombo.

Segundo Mariani, o protagonismo do PMDB nas próximas eleições não tem relação com a turbulência que atinge o governo de Colombo. O momento, diz o presidente do PMDB, é de manter a serenidade e aguardar a apuração dos fatos sem recorrer a "rompantes". Mauro Mariani também reconhece a contribuição de Antonio Gavazzoni enquanto esteve à frente da Secretaria do Estado da Fazenda e entende a saída do ex-secretário como "correta". 

Confira a entrevista:

PMDB ainda é próximo do governo do Estado. Qual a posição do partido sobre as delações envolvendo o governador e outras pessoas próximas do governo?

—A posição do partido é a mesma que nós temos no cenário nacional. É aguardar as manifestações, aguardar os fatos. Esperar um pouco. Não adianta fazermos uma declaração agora porque podem vir outros fatos. A gente fica apreensivo, não pela situação político-partidária. Isto, na minha opinião, é irrelevante no momento que o Brasil está vivendo. Minha maior preocupação é não deixar o Brasil patinando mais meses, agonizante. Torço para que qualquer solução seja breve, rápida.

O senhor já deixou claro que o PMDB não abre mão de candidatura própria ao governo.

—Não sou eu que falo isso. Dentro do PMDB é óbvio que nós temos de apresentar uma candidatura ao governo. Já nas duas últimas foi muito difícil para segurar o PMDB. Eu liderei o movimento que queria candidatura já nas eleições passadas. Fomos vencidos as duas vezes, mas mesmo assim o sentimento da base partidária era para ter candidatura. Não há nenhum cabimento em o PMDB não apresentar candidatura. Daqui a um ano a solução vai ser dada nisso. 

Esse cenário de crise pode antecipar a ruptura do PMDB com o PSD na direção de uma candidatura própria?

—Não, a questão da candidatura própria não interfere... Até porque está claro, está público, todos sabem, não escondemos isso de ninguém. O PMDB terá uma candidatura, ponto. Nós temos um compromisso com o governador Colombo, ajudamos na reeleição dele. Isto é que está posto. Não há nenhuma discussão fora disso. O governador vai prestar as explicações para a sociedade catarinense e vamos aguardar. Nesse momento de crise que o Brasil vive, e agora Santa Catarina também, o que não precisamos é de rompante. Precisamos, mais do que tudo, é serenidade. Tenho certeza de que o PMDB não tomará nenhuma decisão ou deliberação no sentido de agravar ainda mais a crise.

A saída do secretário Gavazzoni representa um abalo ao governo?

—Acho o contrário, penso que o secretário Gavazzoni teve muita maturidade, prestou um grande serviço ao governo, é inegável. Todo mundo é unânime em afirmar isso. Penso que ele sai um pouco de cenário, prepara a sua defesa para dar suas explicações e não deixa com que isto contamine o governo e crie uma instabilidade. Penso que ele teve uma atitude correta, de grandeza. Faz jus ao grande trabalho que ele fez frente à secretaria e também por onde passou.

Como o senhor define hoje a relação do PMDB e do PSD?

—É uma relação de quem disputou uma eleição junto, somos parceiros há três eleições. Os compromissos do PMDB estão mantidos, estão de pé. Somos solidários ao governo, somos co-responsáveis pelo governo do Estado, pelas ações que temos de desencadear em Santa Catarina. O governador terá o tempo dele, vai dar as explicações dele. Cada pessoa que for citada, seja quem for, seja do nosso ou do partido A, B ou C, vai dar suas explicações e o governo tem que seguir. 

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