Saiba como investir em bitcoin, moeda virtual que não para de valorizar no mercado mundial - Cidades - O Sol Diário

Finanças pessoais09/05/2017 | 09h30Atualizada em 10/05/2017 | 09h21

Saiba como investir em bitcoin, moeda virtual que não para de valorizar no mercado mundial

Nesta segunda, a mais conhecida das criptomoedas, o bitcoin, alcançou índice recorde de valorização

Saiba como investir em bitcoin, moeda virtual que não para de valorizar no mercado mundial Cristiano Estrela/Agencia RBS
Foto: Cristiano Estrela / Agencia RBS

No último fim de semana de abril um sequestro cometido em Florianópolis chamou a atenção pelo pedido de resgate incomum: valores altos das criptomoedas Zcash e Monero. Apesar de ainda serem pouco conhecidas, as moedas virtuais crescem a cada ano. Na tarde de segunda-feira, o bitcoin – a mais popular – atingiu uma máxima histórica mundial, equivalendo a US$ 1,6 mil, cerca de R$ 5,5 mil. As empresas de câmbio virtual do Brasil também atingiram um marco nesta semana: mais de R$ 1 bilhão negociados desde 2011, segundo dados do bitValor, site que reúne os índices de volumes e negociações.

A valorização desse tipo de mercado também é alta. O bitcoin teve alta superior a 85% em 2016 – um ganho bem maior do que o de outros ativos como a Bolsa de Valores e o Tesouro Direto. Em dólar, o bitcoin subiu 110% no ano passado.

Nova era com o capital cibernético

Parece complicado entender como um dinheiro virtual tem tanto valor, mas segundo Marcelo Eisele, cofundador da Blockchain Academy de São Paulo, as criptomoedas estão ligadas à história da humanidade com o dinheiro. 

O sistema financeiro começou com trocas, depois passou a ser representado por moedas ou papel, cujo valor era baseado em lastro de ouro. De acordo com ele, as moedas virtuais são uma evolução natural desse sistema.

– Quando o sistema foi criado, a moeda não valia nada, porque ninguém conhecia. Mas conforme as negociações começaram, foi valorizada. Até um fato curioso aconteceu em 2010: uma pessoa convenceu o vendedor de pizza a aceitar 10 mil bitcoins como pagamento, já que a moeda valia pouco na época. Atualmente, isso equivaleria a cerca de R$ 54 milhões. É a pizza mais cara da história – compara Eisele.

As criptomoedas foram criadas entre 2008 e 2009 por um investidor conhecido pelo pseudônimo Satoshi Nakamoto. A primeira delas foi a bitcoin, que também é a mais popular e valorizada hoje em dia – um bitcoin equivale hoje a cerca de R$ 5,5 mil, o maior valor já atingido até hoje segundo dados do Mercado Bitcoin, uma das maiores empresas do Brasil para transações de moedas virtuais. 

Há sete anos, quando o primeiro site brasileiro que permitia compra e venda de bitcoins entrou no ar, a cotação da unidade da moeda virtual era de R$ 24.

Desconfiança nas primeiras transações

A fama das cibermoedas começou com um lado obscuro, com transações ilegais, como tráfico de drogas. Mas Eisele acredita que essa fase já foi deixada de lado, já que as empresas que realizam as transações têm a identificação de todos os usuários e todas as movimentações são registradas no blockchain – espécie de livro contábil que registra as transações feitas com a moeda. 

Para ele, casos como o sequestro que ocorreu no fim de abril são exceções, pois as exchanges – empresas corretoras de moeda digital – buscam combater ações como a lavagem de dinheiro. 

Para isso, são tomadas medidas de segurança, pedindo documentos e dados de todas as pessoas que têm carteiras registradas, como ao abrir uma conta no banco. 

– O grupo que realizou o sequestro tinha conhecimento suficiente sobre o assunto e a carteira utilizada deve ter sido desenvolvida com essa intenção. A pessoa que foi alvo era muito específica, acredito que isso não abre precedentes para novos casos – defende.

De tão difundida, já é possível fazer doações em bitcoins a instituições como Greenpeace, Wikipedia ou comprar passagens aéreas na Expedia.

Legalidade está sendo discutida no mundo

No Japão, as criptomoedas foram legalizadas oficialmente no dia 1o de abril deste ano, sendo utilizadas por comerciantes e apoiadas por grandes redes varejistas. Os japoneses têm usado essa forma de pagamento no cotidiano, desde a conta de energia elétrica até um café. 

O site Nikkei relata que cerca de 4,5 mil lojas no Japão aceitam bitcoin e a expectativa é que até o verão deste ano esse número suba para 260 mil lojas. Na Rússia, o ministro das finanças pretende criar um projeto lei para regulamentar as moedas até 2018 como forma de aumentar o controle sobre a corrupção e a lavagem de dinheiro, já que todas as transações podem ser rastreadas.

Já no Brasil, Eisele esclarece que não há normas que regulam ou proíbam o uso de moedas virtuais. Porém, a Receita Federal já incluiu essas moedas nas instruções da declaração do Imposto de Renda deste ano. As autoridades chinesas também ampliaram a fiscalização sobre bolsas em 2017, forçando-as a começar a cobrar taxas de negociação, depois de se mostrarem preocupadas sobre a especulação envolvendo bitcoins e potencial uso para lavagem de dinheiro.

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