Casebres são derrubados durante reintegração de posse da Prefeitura de Florianópolis - Cidades - O Sol Diário

Assistência Social05/06/2017 | 17h39Atualizada em 05/06/2017 | 17h58

Casebres são derrubados durante reintegração de posse da Prefeitura de Florianópolis

Município investiga ação de grileiros em terreno que pertence à prefeitura 

Casebres são derrubados durante reintegração de posse da Prefeitura de Florianópolis Diorgenes Pandini/DC
Foto: Diorgenes Pandini / DC

Moradores da Caeira do Saco dos Limões acompanharam com apreensão na tarde desta segunda-feira a derrubada de sete barracos durante uma reintegração de posse em um terreno da prefeitura de Florianópolis. Um trator, caminhões e diversos funcionários foram chamados para destruir casas muito precárias erguidas diretamente na vegetação e sem qualquer estrutura de saneamento. Agentes da Polícia Militar acompanharam a ação, mas não houve ocorrências.

Segundo a Secretaria de Obras, ainda não havia moradores nesses barracos. No entanto, outros três casebres foram mantidos em pé justamente por já existirem famílias morando lá. Caso da dona Djanira Chaves Camargo, de 50 anos. Ela divide uma casa de um cômodo com os dois filhos gêmeos de 14 anos. Trabalhava com serviços gerais, mas há um ano está desempregada. Toma remédios controlados e tem sobrevivido graças à ajuda de colegas do Centro de Atenção Psicossocial (Caps).

— Eu gastei os R$ 1.200 que tinha do FGTS para comprar as madeiras e erguer meu barraco. Se me tirarem daqui eu não vou ter nem onde morar nem dinheiro pra construir nada — desabafou a moradora.

Foto: Diorgenes Pandini / DC

No entanto, como ela já está ocupando o local, a prefeitura não pode remover Djanira sem uma ordem judicial, ao contrário de que aconteceu com os demais casebres. Conforme o engenheiro responsável pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano, Alfredo Serau, a prefeitura investiga o crime de grilagem naquela área.

— Nós identificamos as construções irregulares, notificamos as famílias em fevereiro e abril, mas não haviam moradores. Estão fazendo grilagem no terreno.

Os casebres começaram a ser construídos em novembro do ano passado e logo em seguida cercas de madeiras foram colocadas, como se fosse um lotamento. A suspeita é que cada pedaço de terra tenha sido vendido por até R$ 5 mil.

A assistente social da prefeitura, Kelly Vieira, informou que existe um projeto habitacional para aquele terreno pelo Minha Casa Minha Vida destinado a moradores do Maciço do Morro da Cruz.

— Agora nós vamos cadastrar essas famílias que ficaram e incluí-las para terem direito ao projeto habitacional para esta área. Só que elas vão concorrer igual com outras famílias que aguardam desde 2008.

Moradores que não quiseram de identificar disseram acreditar que a prefeitura poderia indenizar as pessoas que construíram os barracos na área pública, o que não deverá acontecer.

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Foto: Diorgenes Pandini / DC
 

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