Cerca de 50 túmulos são destruídos em cemitério de Lages, na Serra - Cidades - O Sol Diário

Estrago15/06/2017 | 18h47Atualizada em 15/06/2017 | 22h03

Cerca de 50 túmulos são destruídos em cemitério de Lages, na Serra

Entre os jazigos depredados estão os dos irmãos Canozzi, assassinados em 1902 e tidos como milagreiros na cidade

Cerca de 50 túmulos são destruídos em cemitério de Lages, na Serra Paulo Chagas / Divulgação/Divulgação
Foto: Paulo Chagas / Divulgação / Divulgação
Diário Catarinense
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Cerca de 50 túmulos do cemitério Cruz das Almas, em Lages, na Serra de Santa Catarina, foram destruídos na madrugada desta quinta-feira. O número ainda pode aumentar, já que a contagem ainda não foi concluída, informou a prefeitura do município. Mármores, vidros e cabeceiras dos jazigos foram muito danificados, mas apesar dos estragos, nada foi roubado. 

O que mais impressionou a população local foi a destruição dos túmulos de Ernesto Canozzi e Olintho Pinto, conhecidos como os irmãos Canozzi. A dupla foi assassinada em 1902 e o crime, que repercutiu muito na época, chegou a se transformar em documentário. Até hoje os Canozzi são tido pelos lageanos como milagreiros. 

Foto: Paulo Chagas / Divulgação

Conforme o secretário de Serviços Públicos e Meio Ambiente de Lages, Euclides Mecabô, as polícias Militar e Civil já foram até o cemitério para averiguar os danos e registrar a ocorrência. Após a perícia, onde será feita a contagem exata das sepulturas atingidas, os familiares serão contatados. 

Atualmente, é a própria prefeitura que responde pelo cemitério, túmulos e sepultados. Sem câmeras de segurança no entorno, o local é cercado por muros de 2,5 metros de altura e portões com cadeados. 

— Para evitar que fatos como esses voltem acontecer, em conjunto com a Diretran, nossa secretaria já vem trabalhando em um sistema mais eficiente de segurança, a ser implantado nos dois cemitérios, o Cruz das Almas e o da Penha — disse Mecabô.

O cemitério precisou ser totalmente isolado na tarde desta quinta-feira para o trabalho dos peritos. Em alguns pontos do local, a polícia verificou sangue no chão, indicando que quem praticou o ato de vandalismo se feriu. Mecabô informou que a polícia já trabalha com suspeitos, mas que detalhes da investigação ainda não foram revelados. Segundo o G1, a Central de Polícia da cidade afirmou que o caso foi registrado, mas que a investigação ficará a cargo da 1ª DP, em recesso nesta quinta.

 

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