Corpo de Bombeiros assume gerência do Samu em Santa Catarina - Cidades - O Sol Diário

Saúde29/06/2017 | 08h25Atualizada em 29/06/2017 | 15h30

Corpo de Bombeiros assume gerência do Samu em Santa Catarina

Tenente-coronel da corporação será responsável por fiscalizar o contrato da entidade que administra o atual serviço

Corpo de Bombeiros assume gerência do Samu em Santa Catarina Daniel Conzi/Agencia RBS
Foto: Daniel Conzi / Agencia RBS

A secretaria de saúde já tem um novo gerente estadual responsável pelo contrato do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em Santa Catarina. O tenente-coronel João Batista Cordeiro Júnior, diretor de pessoal do Corpo de Bombeiros do Estado, foi nomeado na última quarta-feira para fiscalizar o contrato junto com a Associação Paulistana para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM). A entidade, responsável pela administração atual do serviço, teve o convênio prorrogado até o fim do ano, mas agora deve ser acompanhada de perto pelo gerente. 

A medida, tomada após a formação de um grupo de estudo que ainda avalia a situação da saúde catarinense, pretende também diminuir os gastos com o serviço. A expectativa é de que o pagamento, atualmente de R$ 9 milhões ao mês, seja reduzido para R$ 7 milhões.

Mesmo com a redução, o Samu deve permanecer igual. As oito centrais de atendimento espalhadas pelo Estado e os 1.075 funcionários continuarão prestando o serviço. Em março deste ano, o secretário de saúde, Vicente Caropreso, havia informado que a pasta estudava a diminuição dos gastos na área da saúde por meio da redução no número das regionais. Na época, a notícia provocou críticas dos órgãos que atuam na saúde catarinense. 

Por meio de nota no começo da semana, a SPDM informou que não acompanha as discussões sobre as modificações no contrato. Já com relação aos "repasses e demais aspectos financeiros" com a secretaria da saúde, a organização não se manifestou. 

De acordo com o último levantamento feito pelo setor financeiro do Estado, a dívida da saúde chega a R$ 768 milhões. Os valores correspondem a R$ 568 milhões acumulados desde 2016 e mais R$ 200 milhões que a fazenda deixou de repassar para a secretaria de saúde. 

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