Prefeitura de Blumenau abre sindicância no Cepread após caso de eutanásia - Cidades - O Sol Diário

Polêmica18/06/2017 | 16h35Atualizada em 18/06/2017 | 16h39

Prefeitura de Blumenau abre sindicância no Cepread após caso de eutanásia

Episódio envolvendo a cadelinha Aline motivou a investigação no Centro de Prevenção e Recuperação de Animais Domésticos

Prefeitura de Blumenau abre sindicância no Cepread após caso de eutanásia Fabiana Bonfanti Bueno/Arquivo Pessoal
Fabiana e toda a família adotaram Aline em outubro do ano passado. Apesar de paraplégica, o animal era ativo e estava saudável Foto: Fabiana Bonfanti Bueno / Arquivo Pessoal

Após a repercussão do caso da cadelinha Aline, recolhida pelo Centro de Prevenção e Recuperação de Animais Domésticos (Cepread) na terça-feira, o prefeito de Blumenau Napoleão Bernardes convocou neste domingo uma reunião para ouvir esclarecimentos técnicos do caso de eutanásia.

Na segunda-feira haverá reunião extraordinária do Conselho Municipal do Bem Estar Animal (Combea), às 15h, na Escola Técnica de Saúde (Etsus) e os membros do Conselho discutirão a revisão do protocolo. 

Confira a nota oficial divulgada pelo Centro:

"A equipe do Cepread seguiu o protocolo validado pela lei Nº 1.489 (do Código do Bem Estar Animal) para fazer o procedimento na cachorra que estava em sofrimento, tendo sido consultada uma junta de veterinários. Para que se tenha total transparência dos acontecimentos e preocupado com a causa do bem estar animal, o prefeito determinou a abertura de sindicância interna para apurar as circunstâncias do ato médico veterinário."

Entenda o caso

Em junho do ano passado Aline foi resgatada toda quebrada após um atropelamento. Ela foi abandonada em uma clínica veterinária e ficou paraplégica por conta dos ferimentos, passou por cesárea e acabou perdendo os filhotes. Quatro meses depois Aline foi adotada pela família da psicóloga Fabiana Bonfanti, 43 anos. Aline foi para um sítio e posteriormente para a casa da Fabiana, no bairro Escola Agrícola.

Foi de lá que Aline fugiu na terça-feira. Segundo Fabiana, Aline não costumava fugir, mas o jardineiro abriu o portão por volta das 11h30min e achou que ela poderia sair dar uma volta e retornar.

— Ao meio-dia senti a falta dela e começamos a procurar na minha rua, mas não a encontramos. Quando voltei para casa postei a notícia nas redes sociais para localizar alguém que a viu e assim trazê-la de volta para casa. Durante a noite, a Gabi (Gabi Kalvelage Pacheco), protetora independente me mandou a notícia de que uma pessoa conseguiu pegar a Aline e ela teria sido resgatada pelo Cepread — conta Fabiana.

Foto: Reprodução / Facebook

Na manhã seguinte a dona da Aline foi até o prédio do Cepread na companhia do pai em busca da cadela. Ao chegar ao local a atendente pediu para ela aguardar, pois iria verificar onde Aline estava, mas quando retornou informou que ela teria que aguardar os veterinários do Cepread. Assim que os funcionários chegaram Fabiana foi informada sobre o resgate de Aline, que ela estava ferida em uma das patas e com uma tala imunda, que a musculatura estaria atrofiada e sem identificação.

Pensei até que eles iriam me multar, pois ela não tinha placa de identificação e eu a deixei escapar, mas foi aí que eles falaram que decidiram fazer eutanásia. Quando eles me falaram eu dei um grito e fiquei em estado de choque. Eles me falaram várias coisas depois disso, mas eu não me recordo. Ela dava muito trabalho, mas a gratidão que ela tinha pela nossa família era imensa — lamenta ao citar que em menos de duas horas (do atendimento até a eutanásia) eles acabaram com a vida da Aline sem sequer dar 24 horas para ela chegar ao Cepread e fazer o resgate.

Protesto está marcado para quarta-feira em Blumenau

A família está organizando um protesto nesta quarta-feira, 12h30min, em frente à prefeitura de Blumenau e pretendem encaminhar um documento ao prefeito, pois querem a responsabilização criminal e civil pela morte de Aline.

— Nosso objetivo com isso é acabar com a omissão do poder público com relação aos animais. O Cepread tem mais de 10 funcionários, mas ao mesmo tempo não faz o serviço que lhe é de competência. Não há nem raio-X para examinar os animais vítimas de atropelamento. Será que a eutanásia dela foi um caso isolado? E os animais de rua que chegam no mesmo Estado? O que será que acontece com eles? Não podemos mais aceitar esse tipo de omissão — ressalta a advogada da família, Rosane Magaly Martins.

Ela cita que irá ingressar com representação no Conselho Estadual de Veterinária exigindo apuração do caso em Blumenau.

 

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