Saiba como evitar doenças em enchentes e alagamentos - Cidades - O Sol Diário

Chuva em SC06/06/2017 | 17h32Atualizada em 06/06/2017 | 17h35

Saiba como evitar doenças em enchentes e alagamentos

Secretaria de Saúde reforça cuidados essenciais para evitar infecções e animais peçonhentos

Saiba como evitar doenças em enchentes e alagamentos Defesa Civil / Divulgação/Divulgação
Rio do Oeste, no Alto Vale do Itajaí, inundada  Foto: Defesa Civil / Divulgação / Divulgação
Diário Catarinense
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Mais de 27,6 mil pessoas já foram afetadas pela chuva em 89 cidades de Santa Catarina. Diante disso, a Secretaria de Saúde reforça as medidas necessárias para a prevenção de doenças decorrentes de enchentes e alagamentos.

— Detectamos problemas que foram logo sanados, como o da Rede de Frio de Rio do Sul que corria o risco de ficar sem energia elétrica, comprometendo a qualidade de medicamentos e vacinas, avaliados em R$ 2 milhões. Colocamos um gerador à disposição e, também, um veículo 4X4 para o transporte de pessoas e medicamentos na cidade — exemplificou o secretário Vicente Caropreso, em entrevista coletiva nesta terça-feira.

Afogamentos, lesões corporais, choques elétricos, acidentes com animais peçonhentos e doenças como tétano, respiratórias e alimentares são alguns dos riscos a que são submetidas as populações atingidas por enchentes e inundações. 

— O principal risco é o de contrair leptospirose, transmitida aos seres humanos pelo contato com água ou lama contaminadas pela urina de animais como ratos e camundongos. Quando não diagnosticada e tratada em tempo, essa doença pode levar a óbito — afirmou o médico infectologista e superintendente de Vigilância em Saúde, Fábio Gaudenzi.

O médico também reforçou que as pessoas que sentirem febre, dor de cabeça e dores no corpo devem procurar imediatamente um serviço de saúde e informar que tiveram contato com água ou lama de enchente. 

Atenção aos desalojados

A Secretaria de Saúde também monitora os abrigos. Além de levar medicamentos de uso contínuo, as equipes da saúde também prestam orientações de higiene e segurança para a prevenção de doenças respiratórias, potencialmente transmissíveis em locais onde há aglomeração de pessoas. Entre elas, cita-se a Influenza, meningites, difteria, coqueluche, varicela, tuberculose e outras.

Outra ação recorrente é o fornecimento de hipoclorito de sódio aos municípios para distribuição às famílias atingidas, com orientações de como proceder a desinfecção da água para consumo. ¿Nossa maior preocupação é com as residências que são abastecidas por poços artesianos. Orientamos a limpeza dos poços e o uso do hipoclorito de sódio na água usada para consumo¿, explicou Raquel Bittencourt, diretora da Vigilância Sanitária.

Medidas de prevenção

Evite contato com água ou lama de enchentes e não deixe que crianças brinquem no local.

Use botas e luvas quando trabalhar em áreas com água possivelmente contaminada, como é o caso de alagamentos.

Pessoas que trabalham na limpeza de lama, entulho e esgoto devem usar botas e luvas de borracha para evitar o contato da pele com água e lama contaminadas. Se isso não for possível, usar sacos plásticos duplos amarrados nas mãos e nos pés.

Quando as águas baixam é necessário retirar a lama e desinfetar as casas, sempre se protegendo com luvas e botas. O chão, paredes e objetos devem ser lavados e desinfetados com água sanitária, na proporção de dois copos (400 ml) do produto para um balde de 20 litros de água, deixando agir por 10 minutos.

Jogue fora alimentos e medicamentos que tiveram contato com a água dos alagamentos.

Lembre-se que serpentes, aranhas e escorpiões podem estar em qualquer lugar da casa, principalmente em locais escuros. Nunca coloque as mãos em buracos ou frestas. Use ferramentas como enxadas, cabos de vassoura e pedaços compridos de madeira para mexer nos móveis. Bata os colchões antes de usar e sacuda cuidadosamente roupas, sapatos, toalhas e lençóis.

Em caso de encontrar animais peçonhentos dentro da residência, afaste-se lentamente, sem assustá-los. E nunca pegue com as mãos animais peçonhentos, mesmo que pareçam estar mortos. 

Como agir em caso de mordedura de animais peçonhentos:

O acidentado deve procurar imediatamente um serviço de saúde, para que seja devidamente atendido. O tratamento deve ser sempre administrado por profissional habilitado e, de preferência, em ambiente hospitalar.

Nunca se deve chupar o local da picada. Não é possível retirar o veneno do corpo, pois ele é rapidamente absorvido pela corrente sanguínea.

Não amarre o braço ou a perna picada porque isso dificulta a circulação do sangue, podendo produzir necrose ou gangrena.

Não corte o local da picada. Alguns venenos produzem hemorragia e o corte aumentará a perda de sangue.

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