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Proteção para bebês20/06/2017 | 21h18Atualizada em 20/06/2017 | 21h18

Vacina pentavalente está em falta em Santa Catarina

Desde abril Estado não recebe doses que protegem bebês contra coqueluche, tétano, hepatite B, difteria e meningite

Vacina pentavalente está em falta em Santa Catarina Mateus Bruxel/Agencia RBS
Foto: Mateus Bruxel / Agencia RBS

A administradora Fabiane Carloto Filippi levou a caçula Sofia, de quatro meses, para tomar a segunda dose da vacina pentavalente na semana passada e foi surpreendida pela falta de doses no posto de saúde em São José, na Grande Florianópolis. Para proteger a pequena contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B, meningite e outras infecções respiratórias, Fabiane começou a ligar para diversos postos na Grande Florianópolis e em todos a situação era a mesma: nem previsão para receber as doses que fazem parte do calendário de vacinação.

Diversas cidades catarinenses, principalmente as maiores, estão com falta da imunização, explica a gerente de Doenças Imunopreveníveis e Imunização da Diretoria de Vigilância Epidemiológica de SC (Dive-SC), Vanessa Vieira da Silva. Ela justifica que desde abril o Ministério da Saúde não encaminha doses para o Estado, então só restam as que alguns postos tinham em estoque. 

O Ministério da Saúde não respondeu se enfrenta problemas de envio da imunização e, em nota, afirmou que mandou neste ano 43,8 mil vacinas para Santa Catarina e que os Estados são responsáveis pela distribuição aos municípios. Porém Vanessa afirma que o Estado precisa de 30 mil doses por mês para suprir a demanda. 

Vanessa diz que o ministério comunicou que estava com 6 milhões de doses em análise pois houve problemas na temperatura de armazenagem e por isso ainda não tinha enviado novas remessas. Na nota, o Ministério afirma que deve iniciar o envio nos próximos dias. 

— Em julho deve retomar a rotina, não acredito que chegue antes disso. Não sabemos quantas doses irão enviar para o Estado — diz Vanessa. 

O infectologista Luiz Escada explica que a vacina pentavalente faz parte do calendário de vacinação e é fundamental para a proteção das crianças e quanto mais tempo sem, mais vulneráveis ficam a doenças.

— O problema é que os recém-nascidos começam a ficar desprotegidos. Quanto menos gente tiver imunizado, maior o risco dos micro-organismos circularem — afirma. 

Para a mãe de Sofia o momento é de preocupação:

— Tenho medo até de sair com ela e em julho tenho que colocar na creche e nem sei como vou fazer — lamenta. 

Por dentro da vacina
A vacina pentavalente faz parte do calendário do Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Todos os bebês devem tomar doses aos dois, quatro e seis meses de idade.

Protege contra o tétano, difteria, coqueluche, hepatite B e Haemophilus Influenzae tipo B, que causa meningite e outras infecções graves.

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