Vereador, ex-vereador e empresários são presos em operação do Gaeco em Camboriú - Cidades - O Sol Diário
 
 

Terra Prometida22/06/2017 | 12h42Atualizada em 22/06/2017 | 12h42

Vereador, ex-vereador e empresários são presos em operação do Gaeco em Camboriú

Operação Terra Prometida investiga alterações no plano diretor em troca de propinas

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) deflagrou nesta quinta-feira a operação Terra Prometida, que apura corrupção em alterações no plano diretor de Camboriú para beneficiar empresários. Entre os presos estão o vereador Antônio Paulo da Silva Neto, o Piteco (PR), o ex-vereador Carlos Alexandre Martins, o Xande (SD), e os empresários Gelson e Gilson Laffite.

São ao todo sete mandados de prisão e 25 de busca e apreensão em casas, escritórios particulares e órgãos públicos, nas cidades de Camboriú, Balneário Camboriú, Bombinhas, Ilhota, Itapema e Tijucas. Os crimes apurados incluem concussão, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro.

As investigações que levaram à operação Terra Prometida começaram em 2015, com base em notícia-crime recebida pelo Gaeco de Itajaí, que indicava que vereadores de Camboriú estariam recebendo ¿vantagens indevidas¿ para promoverem alterações no plano diretor municipal que beneficiassem, sobretudo, empresários ligados ao ramo de loteamentos imobiliários. Ao todo, 60 pessoas são investigadas.

A apuração concluiu que parte dos pagamentos de propina era feita usado lotes como moeda de troca _ por isso o nome da operação.

A operação "Terra Prometida" contou com o apoio de aproximadamente 50 policiais integrantes dos Grupos Regionais dos Gaeco de Itajaí, Chapecó, Lages, Blumenau, Joinville, Criciúma e Florianópolis, além de promotores de Justiça que integram o Grupo Especial Anticorrupção (GEAC) do Ministério Público do Estado de Santa Catarina.

Contrapontos:

Carlos Alexandre Martins – o advogado Juliano Cavalcanti, que representa o ex-vereador, disse que ainda não teve acesso aos autos para entender o motivo da prisão. Segundo ele, trata-se de uma prisão temporária, para investigação.
Antônio Paulo da Silva Neto – a reportagem não conseguiu contato com a defesa do vereador.
Gelson e Gilson Laffite – o advogado dos empresários não foi localizado. 

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