Depois de um mês, SC retoma exames para diagnóstico de brucelose humana - Cidades - O Sol Diário
 
 

Infecção por bactéria26/07/2017 | 16h07Atualizada em 26/07/2017 | 16h07

Depois de um mês, SC retoma exames para diagnóstico de brucelose humana

Estado recebeu 384 kits nesta quarta-feira; pelo menos 100 amostras aguardavam material

Diário Catarinense
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Depois de mais de um mês sem realizar os exames para diagnóstico da brucelose humana, SC retoma os testes. A doença pode provocar infecções crônicas e é transmitida ao homem por meio da ingestão de produtos lácteos não pasteurizados, carnes mal cozidas e derivados provenientes de animais infectados pela bactéria (Brucella). 

A secretaria de Saúde do Estado informa que recebeu 384 kits para teste de brucelose nesta quarta-feira e que os diagnósticos serão retomados ainda hoje.  Porém pelo menos 100 amostras estavam armazenadas sem resultados, além disso, o Laboratório Central (Lacen) de SC realiza uma média de 230 testes por mês. Desde o dia 20 de junho SC não realizava os exames por falta dos kits. e afirma que o processo de compra dos kits já foi finalizado. 

Neste ano, já foram registrados 53 casos da doença, sendo que em 2016 foram 108, 69 a menos do que o diagnosticado no ano anterior. Beber somente leite fervido ou pasteurizado e consumir produtos de origem animal de procedência segura são as principais recomendações para evitar a brucelose humana. Os produtores e trabalhadores do meio rural também devem ficar atentos ao manuseio dos animais. 

— Outra forma de transmissão da brucelose ao homem é pelo contato com tecidos, sangue, urina, placenta e fetos abortados de animais doentes — explica Suzana Zeccer, gerente de Zoonoses da Dive.

Nos humanos, os sinais e sintomas são febre contínua, intermitente ou irregular, dores de cabeça, suores noturnos, dores musculares e articulares. 

Como evitar a brucelose humana:

- Beber somente leite fervido ou pasteurizado;

- Consumir produtos de origem animal de procedência segura.

Para produtores rurais:

- Usar equipamentos de proteção individual no trato dos animais, para evitar o contato direto com animais doentes ou potencialmente infectados;

- Manusear fetos abortados e restos de placenta com luvas impermeáveis;

- Queimar e enterrar fetos abortados e restos de placenta;

- Desinfetar o local onde ocorreu o aborto, utilizando água sanitária;

- Lavar bem as mãos com água e sabão, caso tenha entrado em contato com material suspeito (feto, placenta, líquido do parto etc);

- Realizar periodicamente os exames nos animais e abater sanitariamente os que forem diagnosticados como positivos;

- Notificar à Cidasc os casos de aborto de bovinos na propriedade;

- Introduzir no rebanho somente animais com atestado de exame negativo para brucelose e consultar regularmente um médico veterinário.

 Fonte: Dive-SC

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