Kits para diagnóstico de brucelose humana estão em falta há um mês em Santa Catarina  - Cidades - O Sol Diário
 
 

Infecção por bactéria24/07/2017 | 20h26Atualizada em 24/07/2017 | 20h26

Kits para diagnóstico de brucelose humana estão em falta há um mês em Santa Catarina 

Pelo menos 100 amostras aguardam material; secretaria da Saúde diz que exames chegam nesta terça-feira ao Estado 

Diário Catarinense
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Santa Catarina está há mais de um mês sem realizar os exames para diagnóstico da brucelose humana. A doença pode provocar infecções crônicas e é transmitida ao homem por meio da ingestão de produtos lácteos não pasteurizados, carnes mal cozidas e derivados provenientes de animais infectados pela bactéria (Brucella). 

A secretaria de Saúde do Estado diz que não realiza exames desde dia 20 de junho e afirma que o processo de compra dos kits já foi finalizado. A expectativa é que o Laboratório Central (Lacen) de SC receba 480 testes nesta terça-feira. Ainda segundo a pasta, pelo menos 100 amostras estão armazenadas sem resultados. O Lacen realiza uma média de 230 testes por mês.

Neste ano, já foram registrados 53 casos da doença, sendo que em 2016 foram 108, 69 a menos do que o diagnosticado no ano anterior. Beber somente leite fervido ou pasteurizado e consumir produtos de origem animal de procedência segura são as principais recomendações para evitar a brucelose humana. Os produtores e trabalhadores do meio rural também devem ficar atentos ao manuseio dos animais. 

— Outra forma de transmissão da brucelose ao homem é pelo contato com tecidos, sangue, urina, placenta e fetos abortados de animais doentes — explica Suzana Zeccer, gerente de Zoonoses da Dive.

Nos humanos, os sinais e sintomas são febre contínua, intermitente ou irregular, dores de cabeça, suores noturnos, dores musculares e articulares. 

Doença nos animais

De acordo com a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), existem 200 mil propriedades com bovinos no estado. Em 2017, foram detectados focos de brucelose em animais de 148 propriedades até o momento. Dessas, 102 ainda estão em processo de saneamento. 

Os animais acometidos pela doença são abatidos sanitariamente e o restante do rebanho passa por testes periódicos até ser verificada a eliminação da doença do rebanho. Os proprietários podem ser indenizados pela Secretaria da Agricultura, por meio do Fundo Estadual de Sanidade Animal (Fundesa). 

Como evitar a brucelose humana:

- Beber somente leite fervido ou pasteurizado;

- Consumir produtos de origem animal de procedência segura.

Para produtores rurais:

- Usar equipamentos de proteção individual no trato dos animais, para evitar o contato direto com animais doentes ou potencialmente infectados;

- Manusear fetos abortados e restos de placenta com luvas impermeáveis;

- Queimar e enterrar fetos abortados e restos de placenta;

- Desinfetar o local onde ocorreu o aborto, utilizando água sanitária;

- Lavar bem as mãos com água e sabão, caso tenha entrado em contato com material suspeito (feto, placenta, líquido do parto etc);

- Realizar periodicamente os exames nos animais e abater sanitariamente os que forem diagnosticados como positivos;

- Notificar à Cidasc os casos de aborto de bovinos na propriedade;

- Introduzir no rebanho somente animais com atestado de exame negativo para brucelose e consultar regularmente um médico veterinário.

 Fonte: Dive-SC

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