Ramon Wollinger: "Biguaçu é a bola da vez" - Cidades - O Sol Diário

Grande Florianópolis19/07/2017 | 19h19Atualizada em 19/07/2017 | 19h44

Ramon Wollinger: "Biguaçu é a bola da vez"

Político abre série de entrevistas com prefeitos de três cidades da Grande Florianópolis e fala, entre outros assuntos, sobre geração de trabalho, obras e o famoso posto de saúde com portas a cinco metros de altura

Ramon Wollinger: "Biguaçu é a bola da vez" Charles Guerra/Agencia RBS
Foto: Charles Guerra / Agencia RBS

Ao longo dos próximos dias, a Rádio CBN Diário e a Hora de Santa Catarina entrevistam os prefeitos de três cidades da Grande Florianópolis para avaliar o primeiro semestre de gestão. Nesta quarta-feira foi a vez de Ramon Wollinger (PSD), de Biguaçu, ser ouvido no estúdio do Morro da Cruz durante o programa Conversas Cruzadas, da CBN. Na quinta-feira, Adeliana Dal Pont (PSD), de São José, será entrevistada. E na segunda-feira é a vez de Camilo Martins (PSD), de Palhoça. Todos estão no segundo mandato.

Ramon falou principalmente sobre como a crise no país afeta a cidade. O prefeito também respondeu sobre a geração de emprego, as obras na SC-407, a questão dos ambulantes ilegais, o posto de saúde construído com a porta a cinco metros de altura e a situação de 60 famílias do Balneário São Miguel, ameaçadas de despejo. Confira os principais trechos da entrevista:

Como está a atração de investimentos da iniciativa privada para a geração de empregos?

Nós temos empresas de nível internacional querendo vir para o município. Estão aguardando uma definição dessa política conturbada que a gente vive em Brasília. Eu já recebi empresários da Alemanha, da Índia. Nós temos áreas e condições de receber essas empresas.

A prefeitura tem dinheiro para investir?

Tem dinheiro e também tem capacidade de endividamento, que é o mais importante. Hoje o recurso público, seja ele estadual, municipal ou federal, é focado na folha de pagamento, saúde e educação. Então trabalhamos muito com recursos oriundos de outras fontes. Recentemente a gente conseguiu R$ 6 milhões para a macrodrenagem 2. A macrodrenagem 1 tirou a cidade das enchentes. E R$ 103 mil é a contrapartida do município para fazer mais uma frente no bairro Bom Viver, Vendaval e Rio Caveira. Nós precisamos fazer com que a cidade tenha uma nova cara, não sofra enchentes e tenha condições de atrair empresas para fazer com que ela cresça. Hoje todo mundo onde eu vou diz: "Biguaçu é a bola da vez". Sim, mas não não adianta só esperar acontecer. Temos que ir atrás dos recursos.

No sábado, prefeitura e PM começam a fiscalizar ambulantes na praça Nereu Ramos. Quem são esses vendedores e a prefeitura tem algum programa de geração de renda pra essas pessoas?

Nosso intuito não é prender nem a apreender mercadoria. É tirar eles da clandestinidade. Essa informalidade está prejudicando a prefeitura, a população e empresários que pagam seus impostos. Nós temos um programa interessante que é o Endereço Postal: o representante comercial que quiser se instalar em Biguaçu pode usar o endereço da Secretaria de Desenvolvimento Econômico para tirar nota. Então, se o informal quiser gerar nota, ele pode usar o nosso endereço.

A prefeitura abriu na terça-feira o abrigo para moradores de rua. Em Florianópolis, o abrigo só abre quando a temperatura fica abaixo de 10 graus, o que tem gerado críticas. Em Biguaçu vai funcionar da mesma forma?

Nós temos uma certa população de rua, não é muito mas incomoda. Criamos essa semana um abrigo para o inverno. Na medida do possível a gente tenta encaminhar para alguma instituição. Nós temos uma equipe de atenção à população de rua. Ainda estamos num abrigo provisório buscando uma instalação melhor. Temos muito contato com a Igreja Católica. Ano passado tentamos montar um abrigo definitivo, mas a população ao redor foi contra. Ninguém quer o problema perto de si. Esse ano a gente está com mais zelo. Mas a grande preocupação é que o abrigo traga gente de fora.

Sobre o posto de saúde do bairro Prado, construído com a porta a cinco metros de altura, como a prefeitura está resolvendo esse caso?

Eu tenho que abrir o posto de saúde do Prado urgentemente. Eu já tracei um cronograma. A previsão da inauguração desse posto é 30 de novembro. Mas o bairro não é desassistido, porque a população é atendida no Centro. E paralelo a isso, estamos fazendo um novo arranjo no bairro Saveiro e Praia João Rosa: eu pretendo construir um novo posto de saúde no Saveiro e passar o que atende esses bairros só para o João Rosa. Hoje todos os bairros de Biguaçu tem postos de saúde.

A nova Câmara de Vereadores está com as obras paradas há cinco anos. Há dinheiro para continuar as obras?

A Câmara começou as obras em 2011 e não conseguiu concluir. A gente estuda uma linha de financiamento para terminar esse prédio. Inclusive colocar algo da prefeitura junto, porque o prédio tem seis andares, é grande demais só para a Câmara, mas acho que tem que se pensar grande. Nós temos que fugir do aluguel. Hoje a prefeitura tem muita coisa alugada e espalhada, e nós temos que concentrar mais. Gira em torno de R$ 3 milhões para terminar aquele prédio. Com recurso próprio é muito difícil. Nós temos folha de pagamento, a manutenção da máquina pública. Está feio aqui lá. Daqui a pouco começa a depreciar, e a gente precisa fazer com que essa obra termine.

No mês passado, moradores fizeram um protesto bloqueando a SC-407 entre Biguaçu e Antônio Carlos, pedindo a recuperação da rodovia, que está em más condições. Embora seja uma responsabilidade do Deinfra, o que a prefeitura está fazendo para garantir as obras?

A recuperação da SC-407 é de fundamental importância. Dois terços dela são em Biguaçu. Ali nós temos a base da Petrobras, nós temos em Antônio Carlos a fábrica da Coca-Cola. Nós temos em Antônio Carlos e em Biguaçu os gramicultores, os hortifrutigranjeiros, tem dois condomínios industriais lá. Nós temos nosso hospital, os parque aquáticos muito famosos no verão. Ou seja: é uma rodovia essencial. Em novembro do ano passado, o Governo do Estado assinou o contrato para a recuperação. Mas virou o ano e eles perderam o orçamento, a obra não começou e a população ficou impaciente _ com razão. A gente fez debates na Assembleia Legislativa, e agora o Deinfra finalmente liberou a obra. Conversei com o empreiteiro da obra e ele já está mobilizando o canteiro de obras.

Recentemente fizemos matéria sobre a situação de 60 famílias do Balneário São Miguel ameaçadas de despejo. A prefeitura está fazendo um estudo antropológico para comprovar que os moradores estão ali há muito tempo. Como está esse estudo?

Nós estivemos na ANTT tanto aqui como em Brasília pedindo que essas famílias não fosse retiradas dali. Essas famílias estão ali antes da BR. É uma comunidade pesqueira, que não tem para onde ir. Estamos aguardando esse estudo, temos um defensor público da União fazendo, como o rito manda. E estamos tendo muito bom senso da ANTT.

Confira a entrevista completa


 

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