Situação dos medicamentos para HIV será regularizada até final do mês em SC, diz Secretaria da Saúde - Cidades - O Sol Diário

Envio fracionado13/07/2017 | 19h10Atualizada em 13/07/2017 | 19h10

Situação dos medicamentos para HIV será regularizada até final do mês em SC, diz Secretaria da Saúde

Medicamentos, usados principalmente por crianças e para evitar transmissão da mãe para bebê, vieram em quantidades menores em junho

Crianças com HIV estão enfrentando problemas para dar continuidade ao tratamento em SC. Dois medicamentos utilizados principalmente por essa faixa etária foram enviados com atraso pelo Ministério da Saúde e em menor quantidade em junho, segundo a Secretaria da Saúde de SC. Segundo a pasta, a situação será normalizada até o final de julho, com recebimento de nova remessa prometida pelo Ministério. 

A Diretoria de Assistência Farmacêutica (DIAF) da Secretaria de Estado da Saúde (SES) informou em nota no final de junho que os estoques do Zidovudina solução oral e do Abacavir (ABC) estavam baixos. O primeiro faz parte do tratamento de crianças de até 35 quilos e também é usado para evitar a transmissão do vírus da mãe para o bebê. Diante disso, a orientação da DIAF foi substituir a medicação por outra similar, que oferece mais riscos no uso prolongado, e priorizar o estoque para os recém-nascidos. Em nota divulgada nesta quinta-feira, a Secretaria da Saúde afirma que a alternativa terapêutica não representa prejuízos ao tratamento. 

A pasta diz ainda que "não mediu esforços para a readequação de estoque, considerando o uso racional do medicamento e o remanejamento entre unidades do estado". E reforça que a responsabilidade pelo envio é do Ministério da Saúde

A Secretaria de Saúde não respondeu sobre as quantidades recebidas e a demanda mensal do Estado desses medicamentos. 

A diretora do Grupo de Apoio e Prevenção à Aids (Gapa), Helena Pires, lembra que o problema de desabastecimento afeta todo país e que impacta no tratamento:

— Essa falta de medicação está prejudicando muita gente. Porque eles vão até lá pegar o remédio e não tem e então pedem para voltar outro dia

Segundo o colunista Rafael Martini, os pais ou responsáveis foram comunicados por e-mail da Secretaria de Estado da Saúde sobre o fornecimento fracionado dos medicamentos. Ele cita como exemplo uma menina de oito anos, que nasceu com o vírus, moradora da Capital, e que consome quatro frascos de xarope por mês com o coquetel. Antes tudo era entregue de uma única vez mensalmente.  Agora os pais da criança precisam enfrentar a busca pelos antirretrovirais a cada semana, sem a certeza de que receberão. 

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