Estimativa do IBGE aponta que Oeste é a região com maior evasão do Estado - Cidades - O Sol Diário

População31/08/2017 | 03h00Atualizada em 31/08/2017 | 03h00

Estimativa do IBGE aponta que Oeste é a região com maior evasão do Estado

Levantamento ainda mostra reorganização urbana em Santa Catarina, com migração de pessoas das cidades pequenas para as grandes

Seis em cada 10 cidades catarinenses que registraram queda no número de habitantes neste ano estão no Oeste do Estado. Os dados fazem parte da estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgada nesta quarta-feira. 

Apesar de 99 municípios terem perdido moradores com relação ao ano passado, a população do Estado cresceu 1,31% (chegando a 7 milhões), acima da média brasileira (0,77%). Para especialistas, a queda em um terço das cidades catarinenses é explicada pelo contexto econômico e falta de oportunidades em locais menores.

O município de Piratuba, no Oeste, teve a maior queda do Estado: perdeu 2,54% da população em apenas um ano. Ou seja, 107 pessoas deixaram a cidade, que agora soma 4.102 habitantes. 

O doutor em Desenvolvimento Regional e professor da Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc), Rogis Juarez Bernardi, explica que os municípios que estão entre os que mais perderam habitantes estão fora do principal eixo de desenvolvimento da região, que é a BR-282. Além disso, a maioria tem pouca oferta de emprego e educação superior, o que motiva a saída dos mais novos.

— Falta oportunidade, principalmente para os jovens, que acabam saindo e depois levam os pais para cidades maiores — avalia.

A cidade menos populosa de Santa Catarina também está no Oeste, Santiago do Sul, com 1.317 moradores. Bernardy disse que, no atual ritmo, futuramente poderá haver reintegração territorial de municípios para manter custos de prefeitura e vereadores.

Foto: Arte / Diário Catarinense

Araquari é a cidade com maior aumento crescimento

 Na outra ponta, Araquari teve maior crescimento (4,14%) populacional do Estado. Segundo a estimativa, a cidade do Norte ganhou mais 1,4 mil moradores neste ano, alcançando 35.268 habitantes. O prefeito do município, Clenilton Carlos Pereira, credita o avanço ao desenvolvimento industrial.

— Estamos em um processo de crescimento muito acelerado. Muitos vêm para cá trabalhar, aos poucos se acostumam e decidem morar. O que preocupa é que a demanda chega antes da receita e tem alguns problemas de infraestrutura — diz.

O professor do curso de Geografia da UFSC Nazareno José de Campos afirma que essa variação da população é comum e ocorre em decorrência do período, contexto econômico e social:

— Às vezes, as cidades locais não têm emprego suficiente e o povo se desloca para regiões que têm economia mais dinâmica. 

Segundo a gerente de Estimativas e Projeção de População do IBGE, Izabel Marri, os resultados do cálculo das estimativas mostram a reorganização territorial da população.

— Há uma tendência de deslocamento das pessoas que moram em pequenos municípios para cidades maiores em busca de melhores condições de vida — explica.

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