Ex-soldado da PM que matou o surfista Ricardinho é transferido para penitenciária de Joinville - Cidades - O Sol Diário
 
 

Crime na Guarda do Embaú04/08/2017 | 10h33Atualizada em 04/08/2017 | 22h45

Ex-soldado da PM que matou o surfista Ricardinho é transferido para penitenciária de Joinville

Advogado de Brentano considera a situação preocupante, já que o ex-policial deve ficar na galeria comum com outros presos

Ex-soldado da PM que matou o surfista Ricardinho é transferido para penitenciária de Joinville Reprodução/Redes Sociais
Foto: Reprodução / Redes Sociais
Diário Catarinense
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O ex-soldado da Polícia Militar Luís Paulo Mota Brentano, condenado pelo homicídio do surfista Ricardo dos Santos, em janeiro de 2015, foi transferido no fim da tarde de quinta-feira para a Penitenciária Industrial Jucemar Cesconetto, em Joinville. A transferência foi determinada pelo desembargador Jorge Schaefer Martins, presidente da 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina em 20 de julho. Até então, Brentano era mantido no 8º Batalhão da PM de Joinville.

O advogado do ex-soldado, Rafael Siewert, defende que há uma divergência na situação, já que o diretor da penitenciária, João Renato Shiitter, emitiu um ofício na última terça-feira informando que não havia cela especial para alojar Brentano e, caso a transferência ocorresse, ele seria alocado em galeria comum, sem garantias de segurança e integridade física.

No entanto, o ex-policial militar está em cela separada dos demais presos. Em despacho na sexta-feira, o juiz corregedor de Joinville, João Marcos Buch, diz que a alocação do apenado foi solucionada.

 – Fomos pegos de surpresa e estamos bem preocupados com esta situação porque o sistema prisional de Santa Catarina está em colapso total, com mortes e agressões. Vamos tomar as providências cabíveis no decorrer do dia porque isso é uma afronta a todo e qualquer direito como cidadão e na questão dos direitos humanos também – defedendeu Siewert.

Relembre o caso

O crime ocorreu no dia 19 de janeiro de 2015. Segundo a denúncia do Ministério Público (MP), o então policial militar Luis Paulo Mota Brentano estava na Guarda do Embaú, em Palhoça, passando férias com o irmão de 17 anos. No dia anterior, afirma o MP, os dois teriam ingerido bebidas alcoólicas de maneira excessiva até a manhã seguinte.

Por volta de 8h, Brentano teria dirigido o próprio carro embriagado até a entrada de uma residência, exatamente onde seria feita por Ricardinho uma obra de encanamento. Depois disso, relatou a denúncia feita pelo Ministério Público de Santa Catarina, o surfista e o avô, Nicolau dos Santos, teriam pedido ao policial que retirasse o veículo do local, mas o ex-soldado se negou e chegou a afrontá-los. Do interior do veículo, o policial teria atirado três vezes contra Ricardinho, sendo que duas balas atingiram o surfista. 

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