Hospital Infantil de Florianópolis suspende cirurgias eletivas - Cidades - O Sol Diário

Crise na saúde28/08/2017 | 12h32Atualizada em 29/08/2017 | 07h48

Hospital Infantil de Florianópolis suspende cirurgias eletivas

Diretor da unidade foi exonerado nesta segunda-feira, informa a CBN Diário

Hospital Infantil de Florianópolis suspende cirurgias eletivas Cristiano Estrela/Agencia RBS
Foto: Cristiano Estrela / Agencia RBS
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O Hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis, suspende as cirurgias eletivas (que não são de emergência) a partir desta terça-feira em razão da falta de recursos. As famílias que tinham cirurgias agendadas serão informadas dos cancelamentos a partir desta segunda. As informações foram apuradas pela NSC TV.

No início da tarde desta segunda-feira, o diretor da unidade, Carlos Schoeller, foi exonerado do cargo, conforme apuração realizada pelo jornalista da NCS TV, Raphael Faraco, à CBN Diário. O médico gastropediatra continua trabalhando na instituição. A decisão foi comunicada ao profissional pelo secretário de Estado de Saúde, Vicente Caropreso. 

Durante a manhã, o então diretor disse que a suspensão seria temporária, mas que não há prazo para que os procedimentos sejam retomados. Conforme Schoeller, o Joana de Gusmão não teria material suficiente para todas as cirurgias — são entre 90 e 120 apenas considerando as emergenciais. Na sexta-feira, faltou fio cirúrgico, que é item básico para qualquer operação.

Os problemas com falta de material ocorrem há pelo menos dois meses e as cirurgias eletivas continuaram sendo feitas até agora com ajuda da associação de voluntários do hospital, que vinha comprando os itens em falta. Cerca de 2 mil crianças esperam atualmente por uma cirurgia no Joana de Gusmão.

A Secretaria da Saúde informou, via assessoria, que está verificando a situação da suspensão.

Cepon reduz horário de atendimento

A crise na saúde também tem reflexos no atendimento do Cepon, que trabalha com prevenção e tratamento do câncer. A partir de 1º de setembro, a emergência da unidade passa a funcionar das 7h às 19h. Hoje, o atendimento é 24 horas por dia. 

A diretora do Cepon, Maria Tereza Schoeller, disse à NSC TV que foram analisados os atendimentos noturnos de 2016 e 2016 e houve entendimento de que a redução nesse horário traria menos prejuízo aos pacientes.

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