Novo diretor do Hospital Infantil de Florianópolis prevê retomar cirurgias eletivas na próxima semana - Cidades - O Sol Diário

Crise na saúde29/08/2017 | 17h33Atualizada em 29/08/2017 | 17h34

Novo diretor do Hospital Infantil de Florianópolis prevê retomar cirurgias eletivas na próxima semana

Médico cardiologista Mauricio Laerte Silva diz que já estão comprando medicamentos e insumos que estão em falta 

Com a exoneração do médico Carlos Schoeller, foi anunciado nesta segunda-feira o novo diretor do Hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis: o cardiologista pediátrico Mauricio Laerte Silva, que faz parte do corpo clínico da unidade desde 1978. O principal desafio do novo diretor é regularizar a situação das cirurgias eletivas, suspensas nesta semana. 

Os atendimentos de urgência e emergência estão mantidas no hospital e pelo menos 40 cirurgias eletivas foram remanejadas para a próxima semana. Silva diz que começaram as compras de medicamentos e insumos prioritários, como fio cirúrgico, e que devem retomar as cirurgias na próxima semana. Essas compras, feitas com os R$ 200 mil doados pela Associação de Voluntários do Hospital Infantil (Avos), devem manter o estoque para cerca de um mês. 

Segundo o novo diretor, os R$ 3,5 milhões da Secretaria da Fazenda também já foram repassados à Saúde. Confira a entrevista com o diretor Mauricio Laerte Silva:

Como está a situação do hospital?
Hoje me reuni com as equipes de cada área para poder tomar ciência de tudo que estava acontecendo. Estamos encaminhando aquela relação de medicamentos, insumos e materiais para aquisição e regularizar essa questão mais aguda e não ter suspensão e parada de atendimento. E posteriormente vamos fazer um escalonamento de procedimentos de menor complexidade, média e alta complexidade de maneira que não haja interrupção dos procedimentos, mas eleição dos mais prioritários. 

Quais são os itens que faltam?
São 109 e alguns são prioritários, então esses serão priorizados. E na sequência, serão os de menor uso e não são tão necessários para o dia a dia do hospital. Os fios cirúrgicos são os mais necessários, porque cada cirurgia necessita um determinado tipo de fio. Estamos elencando as especificidades para que nenhuma especialidade deixe de atuar. Para que assim depois de uma, duas semanas esteja tudo normalizado em termos de estoque. 

Quando deve ser normalizado?
A partir de segunda, terça-feira a gente está com possibilidade de dar seguimento normal às cirurgias eletivas de média complexidade. E na próxima semana já teremos resposta mais concreta sobre as de maior complexidade também. No começo da semana a expectativa é que já esteja operando no fluxo normal do centro cirúrgico para os procedimentos menores e de média complexidade. Os de alta depende também de vaga de UTI. A gente está colocando em ordem para dar andamento aos pacientes que mais necessitam. 

E qual o prazo para regularizar tudo?
Nesse primeiro momento, a compra vai ser para estoque cerca de um mês, mas isso varia um pouco dependendo do consumo. E neste mês vai ser acionado todo processo de compra da Secretaria para ter as compras do material pela própria secretaria para que estoque seja mantido e não haja interrupção depois. 

A compra dos insumos está sendo feita com os R$ 200 mil da Avos?
Isso, estão sendo providenciados pela Avos nesse primeiro momento. Não é com processo licitatório, são feitos orçamentos com três fornecedores e compram o melhor produto com melhor custo. Diferente da secretaria que é feito com toda burocracia, dá para negociar melhor. 

E em relação à direção e gestão, haverá alguma mudança?
Eu conversei com membros da direção para permanecerem nas suas funções. Então neste momento não vai ter nenhuma mudança. Da parte de gestão, vinha acontecendo, o problema é que surgiu essa questão orçamentária, de falta de recursos. 

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