Saiba como proteger seu cão contra a leishmaniose visceral  - Cidades - O Sol Diário

Alerta18/08/2017 | 14h59Atualizada em 18/08/2017 | 14h59

Saiba como proteger seu cão contra a leishmaniose visceral 

Doença infecciosa grave é transmitida pelo mosquito-palha após a picada em animal hospedeiro, como cães

Saiba como proteger seu cão contra a leishmaniose visceral  Marco Favero/Agencia RBS
Coleiras com ação repelente são forma de prevenção aos cães Foto: Marco Favero / Agencia RBS
Diário Catarinense
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Depois de Florianópolis registrar o primeiro caso do Estado de leishmaniose visceral em humanos, acendeu-se o alerta para a doença entre autoridades de saúde e população. A longo prazo, a medida mais efetiva para acabar com a doença é combater o mosquito-palha, transmissor da leishmaniose. 

Mas também é fundamental adotar medidas de prevenção inclusive para cães, já que são os hospedeiros do parasita. Para cada humano afetado, a estimativa é que haja 200 cães atingidos pela doença, segundo o Ministério da Saúde. Confira algumas dicas para ajudar na prevenção dos animais:

Limpeza

Recomenda-se a limpeza periódica dos quintais, por meio da retirada da matéria orgânica em decomposição (folhas, frutos, fezes de animais e outros entulhos que favoreçam a umidade do solo) e destino adequado do lixo orgânico, a fim de impedir o desenvolvimento das formas imaturas dos flebotomíneos. 

Realizar a poda periódica das árvores, além de evitar a criação de porcos e galinhas em área urbana também são medidas importas, além de limpar os abrigos de animais domésticos.

Repelente

É recomendado que os cães utilizem coleiras impregnadas com Deltametrina a 4%. As coleiras devem ser utilizadas em todos os cães, mesmo naqueles que tiverem sido vacinados.É importante ressaltar que o uso das coleiras não pode ser interrompido. Elas devem ser sempre substituídas quando perderem o prazo de validade. 

Vacina

Atualmente existe uma vacina antileishmaniose visceral canina em comercialização no Brasil. Os resultados do estudo apresentado pelo laboratório produtor da vacina atendeu às exigências, o que resultou na manutenção de seu registro pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento. No entanto, não existem estudos que comprovem a efetividade do uso dessa vacina na redução da incidência da leishmaniose visceral em humanos. Dessa forma, o seu uso está restrito à proteção individual dos cães e não como uma ferramenta de Saúde Pública. 

A vacina é indicada somente para animais sem sintomas para a doença e com resultados negativos para leishmanioses visceral. 

Sintomas em animais:

- emagrecimento;
- enfraquecimento dos pelos;
- apatia;
- descamação ao redor dos olhos, focinho e ponta das orelhas;
- crescimento exagerado das unhas;
- conjuntivite ou outros distúrbios oculares;
- aumento de volume na região abdominal;
- diarreia, hemorragia intestinal e inanição.

Sintomas em humanos:
- febre intermitente com semanas de duração;
- fraqueza;
- perda de apetite;
- emagrecimento;
- anemia;
- palidez;
- aumento do baço e do fígado;
- comprometimento da medula óssea;
- problemas respiratórios;
- diarreia;
- sangramentos na boca e nos intestinos. 

Fonte: Secretaria de Saúde de Florianópolis e Ministério da Saúde

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