Conheça a trajetória do procurador Aor Steffens Miranda, vítima de atropelamento em São José - Cidades - O Sol Diário

Obituário01/09/2017 | 16h21Atualizada em 01/09/2017 | 16h28

Conheça a trajetória do procurador Aor Steffens Miranda, vítima de atropelamento em São José

Rigoroso nas denúncias e brincalhão com familiares e amigos, Aor Steffens Miranda morreu ao ser atropelado por um carro na Avenida Beira-Mar, em São José, na região metropolitana de Florianópolis, nesta sexta-feira (1º), um dia antes de completar 51 anos

Conheça a trajetória do procurador Aor Steffens Miranda, vítima de atropelamento em São José Divulgação/MPSC
Foto: Divulgação / MPSC
Diário Catarinense
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O sorriso fácil e o jeito brincalhão de Aor Steffens Miranda contrastavam com o rigor das denúncias apresentadas por ele, normalmente envolvendo casos milionários sobre fraudes no setor público. Natural de Porto Alegre (RS), Aor fez carreira no Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), onde ingressou em 1990. No MP, atuou em promotorias de Anita Garibaldi, Santa Cecília, Canoinhas, Criciúma, Itajaí e na Capital, até chegar à Procuradoria Geral de Justiça, em outubro do ano passado. Aor morreu vítima de um atropelamento na madrugada desta sexta-feira. Perto de completar 51 anos, Aor deixa esposa e dois filhos. 

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O combate a compras irregulares, contratos sem licitação, má utilização de recursos de fundações foi uma marca que Aor Steffens Miranda deixou no MPSC, principalmente na 26ª Promotoria da Moralidade Pública em Florianópolis, que trata sobre contratos relacionados ao Governo do Estado. Responsável por processos de grande visibilidade, uma das principais denúncias apresentadas por ele foi do caso Monreal, que apurou mais de R$ 200 milhões em compras irregulares na Celesc. Aor também integrava a Rede de Controle da Gestão Pública de Santa Catarina, que reúne integrantes de vários órgãos de fiscalização de gastos públicos. 

Apaixonado por futebol e torcedor do Internacional, Aor brincava com jornalistas que não aceitava receber ligações em dias que o time do coração perdia. Também não perdia a oportunidade de jogar com amigos do MPSC, onde ele integrava a chamada "Bancada da Bola". Se no gabinete defendia as contas públicas, nos gramados era a defesa era para evitar o avanço do time adversário.

— Era zagueiro dos melhores. Não passava nada por ali — lembra o secretário-geral do MPSC e promotor de Justiça Fernando da Silva Comin. 

Às quintas-feiras de noite, o zagueiro de coração colorado se reunia com amigos para jogar uma pelada no Beira Mar Gol, em São José. Na última, ao final do jogo, esticou o programa com os amigos para ver a vitória de 2 a 0 da Seleção Brasileira sobre o Equador. Já de madrugada, deixou a quadra junto do amigo João Carlos Schultz. Aguardavam na calçada os outros parceiros de futebol quando foram surpreendidos por uma Mercedes desgovernada em alta velocidade. Os dois foram atingidos e morreram na hora.

Aor Steffens Miranda deixa um casal de filhos pequenos e uma esposa, além de inúmeros amigos. Um deles, Sergio Ternes Junior, proprietário da quadra da última partida de futebol do procurador, lembra com carinho do amigo:

— O Aor era um cara inteligentíssimo. Entendia de tudo. De Inter e de todos os outros times do mundo, de todos os assuntos que tu quisesse conversar. Ele era uma enciclopédia. Além disso, era um cara que dava muitos conselhos e de um coração gigante. Chegava toda vez aqui e perguntava como estava meu filho. Assim era com todos do grupo, com o porteiro, com o chefe. Sempre com um sorriso. Ele era uma pessoa acima da media.

O velório começou no final da manhã desta sexta-feira (1º) na capela do Cemitério Jardim da Paz, em Florianópolis. O enterro está marcado para as 9h de sábado.

João Carlos Schultz, 36 anos

A outra vítima da tragédia foi o engenheiro João Carlos Schultz, de 36 anos. O CREA-SC emitiu uma nota de pesar sobre a morte do jovem engenheiro. João Carlos Schultz era natural de Florianópolis e filho do também engenheiro José Carlos Fortunato Schultz. João filho trabalhava como profissional autônomo e era um dos responsáveis técnicos pelo empreendimento Ponta do Leal, no Balneário Estreito, em Florianópolis. O velório de João acontece a partir das 14h na capela "B" do cemitério do bairro Itacorubi.



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