Zona Azul poderá custar R$ 2,50 a hora em Balneário Camboriú - Cidades - O Sol Diário

Cidades12/09/2017 | 14h15

Zona Azul poderá custar R$ 2,50 a hora em Balneário Camboriú

Estudo do Fundo Municipal de Trânsito vai balizar novo edital

Zona Azul  poderá custar R$ 2,50 a hora em Balneário Camboriú Lucas Correia/Agencia RBS
Foto: Lucas Correia / Agencia RBS

 

O Observatório Social de Balneário Camboriú pediu revisão no estudo feito pelo Fundo Municipal de Trânsito (Fumtran) para balizar a licitação da zona azul. O principal questionamento foi em relação ao preço previsto: entre R$ 2,20 a 2,50 a hora, até 70% mais do que o preço cobrado em cidades como Itajaí e Blumenau.

O que pesou no preço foi o custo da tecnologia que a prefeitura pretende exigir da concessionária. O projeto original conta com sensores de estacionamento, que indicam se a vaga está ocupada. Antônio Cotrim, presidente do Observatório Social, alertou que a cidade não comportaria um preço tão alto na zona azul, e sugeriu que a instalação de novas tecnologias fosse gradual, para não impactar o preço.

O Fumtran aguarda decisão do prefeito Fabrício Oliveira (PSB) sobre refazer ou não os cálculos antes de submetê-los ao Tribunal de Contas do Estado (TCE). Esse é o primeiro passo para viabilizar a retomada da zona azul na cidade, que está suspensa desde o ano passado quando o contrato com a empresa Dom Parking foi cancelado. A falta de informações da antiga concessionária sobre a ocupação das vagas e a arrecadação em cada uma delas obrigou a prefeitura a fazer estudos mais completos antes de lançar um novo edital.

O TCE tem 60 dias para analisar o estudo. A licitação, que vem depois, deve levar no mínimo 90 dias. Assim, não haveria tempo hábil para contratar uma nova empresa antes da temporada. Uma das possibilidades é que o município faça um contrato temporário de emergência para acelerar o funcionamento da zona azul até o verão.

Pressão no comércio

A pressão para que o rotativo volte a funcionar é grande, especialmente entre os comerciantes. Eliane Colla, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), calcula que a falta de vagas para estacionar tenha impactado entre 10% e 15% o volume de vendas _ são clientes que desistem da compra no comércio de rua por não terem onde parar o carro. A CDL já se reuniu com a presidência do Fumtran e pediu uma audiência com o prefeito Fabrício Oliveira (PSB) para tratar do caso. O encontro está marcado para o dia 18 de setembro.

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