Em três meses, 67 cães são diagnosticados com leishmaniose e 36 são eutanasiados em Florianópolis - Cidades - O Sol Diário

Saúde18/10/2017 | 15h03Atualizada em 18/10/2017 | 15h24

Em três meses, 67 cães são diagnosticados com leishmaniose e 36 são eutanasiados em Florianópolis

Desde o início do ano, foram testados 769 animais, com 84 diagnósticos positivos para a doença e 41 eutanasiados em Florianópolis

Em três meses, 67 cães são diagnosticados com leishmaniose e 36 são eutanasiados em Florianópolis Marco Favero/Agencia RBS
Foto: Marco Favero / Agencia RBS

O número de cães diagnosticados com leishmaniose saltou nos últimos meses em Florianópolis . Só entre junho e agosto, dos 611 animais examinados, 67 cães foram diagnosticados com leishmaniose visceral canina (LVC) e 36 foram eutanasiados. Três exames ainda aguardam resultados. Desde o início do ano, foram testados 769 animais, com 84 diagnósticos positivos para a doença e 41 eutanasiados em Florianópolis. 

Os números desse balanço até agosto, o último disponibilizado pela Secretaria de Saúde de Florianópolis, já superam os registrados em todo ano passado, quando foram 68 casos positivos e 27 cães eutanasiados. 

Em 2017 também foram registrados os dois primeiros casos em humanos na Capital. O primeiro em  agosto em um morador do Saco dos Limões.  Já o segundo foi em um morador no Pantanal. Diante desse cenário, a Secretaria Municipal de Saúde explica que devem ser testados pelo menos 100 cães do entorno da residência dos casos. O que também pode explicar o salto da doença na Capital. 

Em relação a esses cães com o parasita, o Centro de Controle de Zoonoses orienta e fornece duas opções: tratamento do animal com assistência veterinária constante e uso permanente de coleira repelente, mediante assinatura de termo de responsabilidade do tutor, ou a entrega do cão para que seja feita a eutanásia, conforme recomenda o Ministério da Saúde.

Os casos positivos passaram por dois testes, um de triagem que é realizado no Centro de Controle de Zoonoses, e um confirmatório que é realizado pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) de SC.

A Secretaria de Saúde de Florianópolis orienta os moradores das regiões com casos em humanos a fazer a limpeza dos terrenos e casas, realizar a poda periódica das árvores, além de evitar a criação de porcos e galinhas muito próximas às residências. Outra recomendação importante é o uso de roupas adequadas, como boné, camisa de manga comprida, calças e sapatos fechados, quando permanecer em área de mata ou no entorno especialmente a partir das 17h, horário de maior atividade do mosquito-palha. Indica-se, também, a utilização de coleiras repelentes em todos os cães. 

Saiba como proteger seu cão contra a leishmaniose visceral


Inquéritos caninos realizados entre junho e agosto (fora os exames de demanda espontânea):

Saco dos Limões: 18 diagnósticos positivos e 13 eutanasiados
Saco Grande:
quatro diagnósticos positivos e um eutanasiado
Costeira do Pirajubaé:
10 diagnósticos positivos e quatro eutanasiados
Costa da Lagoa:
cinco diagnósticos positivos e um eutanasiado

Foto:

Sintomas em animais:

- emagrecimento;
- enfraquecimento dos pelos;
- apatia;
- descamação ao redor dos olhos, focinho e ponta das orelhas;
- crescimento exagerado das unhas;
- conjuntivite ou outros distúrbios oculares;
- aumento de volume na região abdominal;
- diarreia, hemorragia intestinal e inanição.

Sintomas em humanos:
- febre intermitente com semanas de duração;
- fraqueza;
- perda de apetite;
- emagrecimento;
- anemia;
- palidez;
- aumento do baço e do fígado;
- comprometimento da medula óssea;
- problemas respiratórios;
- diarreia;
- sangramentos na boca e nos intestinos.

Prevenção

Locais com fezes de animais, cascas ou restos de vegetais e folhas podem ser favoráveis para a ocorrência do inseto transmissor da doença. Isto porque o ‘mosquito-palha’, transmissor da leishmaniose, se reproduz em locais sombreados e com acúmulo de matéria orgânica em decomposição.

A melhor forma de prevenção é a limpeza dos terrenos e casas, realizar a poda periódica das árvores, além de evitar a criação de porcos e galinhas em área urbana. O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Florianópolis oferece serviço de coleta e realização de exame laboratorial para o diagnóstico da leishmaniose visceral canina.

Outra recomendação importante é o uso de roupas adequadas, como boné, camisa de manga comprida, calças e botas, quando permanecer em área de mata ou no entorno, especialmente a partir das 17h, horário de maior atividade do ‘mosquito-palha’. Indica-se, também, a utilização de coleiras repelentes de insetos nos cães.

Fonte: Secretaria de Saúde de Florianópolis

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