Maior enlatadora de pescado do país paralisa produção em Itajaí - Cidades - O Sol Diário

Economia30/10/2017 | 18h00Atualizada em 30/10/2017 | 18h00

Maior enlatadora de pescado do país paralisa produção em Itajaí

Gomes da Costa suspendeu atividades por falta de matéria-prima

A baixa produção do pescado nacional e problemas na importação levaram a Gomes da Costa a suspender a produção de atum e sardinha em lata em Itajaí. É a primeira vez que a empresa paralisa as atividades em pelo menos 10 anos. Mais de mil funcionários estão em casa desde sexta-feira e devem permanecer assim até o final desta semana, quando será feita uma nova avaliação.  

Além da produção de enlatados, o setor de embalagens da indústria também terá atividades suspensas entre os dias 6 e 20 de novembro.

A paralisação ocorre no momento em que, tradicionalmente, a indústria _ que é a maior enlatadora de pescado do país _ está no pico de produção, com foco na distribuição para o período da Quaresma. Andrés Eizayaga, diretor comercial e de marketing da Gomes da Costa, diz que a empresa havia selecionado 200 novos trabalhadores para esta época, que não serão chamados por enquanto.

O problema envolve uma série de fatores e começou com a sardinha. A indústria esperava uma boa captura e chegou a fazer novas contratações no início do ano, mas foi surpreendida pela pior safra dos últimos anos. A solução foi aumentar o volume de peixes importados, e passar de uma média de 30% de sardinhas “estrangeiras” para 95% _ o que prejudicou a velocidade de reposição dos estoques.

Recentemente o entrave se estendeu ao atum. Divergências na interpretação da lei fizeram o governo mudar a postura em relação à chegada do atum importado e passar a exigir documentos que, até então, não eram solicitados. A alteração resultou em uma série de contêineres da Gomes da Costa devolvidos ao país de origem e em dificuldade para conseguir a matéria-prima. 

Para completar, o embargo da indústria de processamento de bioproteína BFP, sócia da Gomes da Costa que reaproveitava os resíduos de pescado, trouxe um problema para o descarte do que sobra da produção. A fábrica foi fechada pela Fatma porque vinha causando mau cheiro na vizinhança. 

_ Temos uma incerteza sobre como gerenciar os resíduos da fábrica. A empresa embargada retirava e processava, e depois de 10 meses de trabalho desta forma, não é simples retomar outro destino _ afirma o diretor comercial.  

Investimentos

A suspensão das atividades ocorre apenas dias depois de ter sido assinado um protocolo de intenções entre o grupo espanhol Calvo, que comanda a Gomes da Costa, e a prefeitura de Itajaí para um investimento futuro de R$ 1 bilhão, com a construção de um novo parque fabril. A indústria produz em Itajaí 2 milhões de latas de sardinha por dia, e 500 mil latas de atum. A empresa não comentou se os entraves podem mudar os planos em Itajaí. 


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