Ministério Público avalia importância histórica de um dos primeiros balneários de SC - Cidades - O Sol Diário

Patrimônio20/11/2017 | 12h49Atualizada em 20/11/2017 | 12h49

Ministério Público avalia importância histórica de um dos primeiros balneários de SC

Cabeçudas, em Itajaí, tem diversas construções que marcaram época

Ministério Público avalia importância histórica de um dos primeiros balneários de SC Rafaela Martins/Agencia RBS
Foto: Rafaela Martins / Agencia RBS

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) instaurou um inquérito para avaliar a importância histórica do Bairro de Cabeçudas, em Itajaí. A praia, cercada de casas antigas e marcos arquitetônicos, como o Hotel Marambaia _ o primeiro em estilo modernista em Santa Catarina _ foi uma das primeiras no Estado a receber banhistas regularmente, no início do século 20. Na época, o banho de mar era recomendação médica, entendido como terapêutico.

O promotor Álvaro Oliveira Pereira Melo pediu ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), à Fundação Catarinense de Cultura (FCC) e à Fundação Cultural de Itajaí que respondam, em 60 dias, qual a relevância histórica e arquitetônica do bairro, quais os imóveis importantes, se há interesse das instituições em preservar a área, e quais os prejuízos que a chegada de grandes empreendimentos pode trazer a Cabeçudas.

O MPSC também recomendou à prefeitura de Itajaí que consulte o Conselho Municipal de Patrimônio sobre qualquer pedido de demolição que aparecer nos próximos meses.

O inquérito se baseou em uma dissertação de mestrado da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), apresentada pela pesquisadora Thayse Fagundes. O levantamento apontou que há mais de 30 imóveis construídos entre as décadas de 1920 e 1950 em Cabeçudas _ entre eles a Capela Santa Terezinha, que emoldura o morro junto à praia. Nenhum deles tem registro de tombamento histórico.

Plano diretor

Normélio Weber, presidente da Fundação Cultural de Itajaí, já colocou uma equipe de historiadores a postos para fazer o levantamento pedido pelo MPSC. Segundo ele, é provável que o estudo indique para um possível tombamento histórico de alguns prédios. Outra medida passível de ser adotada é a limitação para empreendimentos, para que o bairro não perca sua característica. Hoje, a legislação trata Cabeçudas apenas como zona residencial.

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