Como foi a observação da chuva de meteoros no Novo Campeche, em Florianópolis - Cidades - O Sol Diário

Astronomia14/12/2017 | 09h29Atualizada em 14/12/2017 | 09h29

Como foi a observação da chuva de meteoros no Novo Campeche, em Florianópolis

Fenômeno foi tímido e prejudicado pelas nuvens, mas eles apareceram

Como foi a observação da chuva de meteoros no Novo Campeche, em Florianópolis Felipe Carneiro/Diário Catarinense
Foto: Felipe Carneiro / Diário Catarinense

Quem viu, viu. Quem não viu, só no ano que vem. A expectativa pela chuva de meteoros fez lotar a praia do Novo Campeche, em Florianópolis, na madrugada desta quinta-feira (14). Só que quem também apareceu foram as nuvens, que acabaram prejudicando a visibilidade do céu. Mesmo assim, muita gente conseguiu avistar as famosas estrelas cadentes.Elas passavam rápido, duravam pouco mais de um segundo e logo a cauda, às vezes verde, outras azul, desaparecia no espaço.

Cerca de 300 pessoas foram para as areias da praia do sul da Ilha com cadeiras, lanternas, lanches e bebidas no isopor. O clima era de um grande luau, com temperatura agradável e pouco vento. Tinha rodas com violão e flauta. Teve até gente vendendo comida, como o Pedro Rocha, de 28 anos, que levou pizzas veganas para a praia.

— Não imaginei que ia vir tanta gente. Eu vim com meus amigos, minha família e minhas filhas. Vamos ver! Para os cristãos, São Pedro, para quem acredita nos orixás, Yansã, que permitam que seus ventos mandem embora as nuvens para a gente observar essa chuva de meteoros. A fé do povo é grande — esperava o jovem.

 Pessoas aguardam chuva de meteoros na Praia do Campeche, em Florianópolis. Ápice do fenômeno aconteceu na madrugada dessa quinta-feira, 14/12. (FOTO: FELIPE CARNEIRO/DIÁRIO CATARINENSE - FLORIANÓPOLIS, SANTA CATARINA, BRASIL - 14/12/2017)
Foto: Felipe Carneiro / Diário Catarinense

Quando um meteoro cortava o céu, o primeiro que via gritava para todo mundo: "olha lá!". A professora de dança Flávia de Oliveira Barbosa, de 24 anos, veio preparada com uma cadeira de praia reclinável e conseguiu observar dois meteoros. Ela chegou por volta da meia noite.

— Já tem quase uma hora que a gente está aqui. Tem que ficar atento. Eu vi um antes ali — disse ela apontando para cima — e agora, que o céu abriu, deu pra ver outro bem nítido. É um rastro, é como se fosse uma estrela caminhando. E é muito ligeiro.

O professor Marcelo Girardi Schappo, coordenador do projeto de Observações Astronômicas e Tópicos de Física Moderna do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), foi quem organizou o grupo de observação e ficou surpreso com a grande quantidade de pessoas que foi até o Novo Campeche. Ele lamentou, no entanto, a presença das nuvens.

— A gente não viu tanto como gostaria por conta dessa nebulosidade. Temos uma grande parte de céu encoberto, mas alguns grupos já conseguiram ver.

A incidência durou pouco, e por volta das 2h começou uma chuva leve que fez o pessoal ir embora. Porém, mesmo quem não conseguiu ver os meteoros pode aproveitar um momento com os amigos junto à natureza. E para quem quer continuar acompanhando os fenômenos astronômicos, o professor Marcelo lembra que está previsto para o Hemisfério Sul, no dia 27 de julho, um eclipse total da Lua.

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