Mais de 320 mil adolescentes de SC precisam se vacinar contra HPV neste ano - Cidades - O Sol Diário
 

Prevenção15/03/2018 | 17h01Atualizada em 15/03/2018 | 17h01

Mais de 320 mil adolescentes de SC precisam se vacinar contra HPV neste ano

Meninos de 11 a 14 anos e meninas de 9 a 14 anos precisam tomar duas doses para se proteger contra diversos tipos de câncer, como de colo de útero e genital


Campanhas de conscientização ajudam a reverter o cenário Foto: Felipe Carneiro / Agencia RBS

Distante da meta estabelecida pelo Ministério da Saúde, Santa Catarina tem, mais uma vez, um desafio na vacinação contra HPV. Se considerar a população-alvo para 2018 e os que não se vacinaram anteriormente, o Estado precisa imunizar, neste ano, 321,6 mil meninos de 11 a 14 anos e meninas de 9 a 14 anos. Nesta semana o Ministério da Saúde lançou a Campanha de Mobilização e Comunicação para a Vacinação do Adolescente contra HPV e Meningites. Foi ampliada também a faixa etária da vacina meningite C, que agora passa a ser 11 a 14 anos de idade, antes era de 12 a 13 anos. 

A meta da vacinação contra HPV é de 80%, porém apenas 63% das meninas catarinenses completaram o esquema vacinal entre 2014 e março deste ano. Já entre os meninos do Estado pouco mais da metade (54%) tomaram as duas doses necessárias para garantir proteção contra diversos tipos de câncer. Os dados são da Diretoria da Vigilância Epidemiológica (Dive-SC).  No Brasil essa taxa é ainda mais baixa, com 48% e 43%, respectivamente. 

— Vacinamos um público consistente no Estado, porém ainda temos muito a avançar. Se focarmos em atingir as metas de redução de câncer de colo de útero, pênis, vagina e ânus que a Islândia e Escócia atingiram com a vacinação contra HPV, nós precisamos ter no mínimo 80% de cobertura — explica a gerente de Imunização da Dive/SC, Vanessa Vieira da Silva. 

A baixa adesão às doses está relacionada a diversos fatores, como falta de informação e faixa etária que não está acostumada à vacinação, defende o professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e chefe do Centro de Pesquisa Clínica Projeto HPV, Edison Natal Fedrizzi:

— Nesta idade os pais geralmente não estão mais levando para vacinar, como fazem com as crianças. O adolescente é um hiato que temos na prevenção.

Porém vale lembrar que os meninos e meninas podem procurar os postos para vacinação, mesmo sem a presença dos pais. 

Fedrizzi cita um estudo feito em todo país em 2017 que mostra que cerca de 56% dos adolescentes e adultos jovens estão infectados por HPV, em SC esse índice é de 40%. Ele lembra que a infecção pode levar a consequências sérias, como diferentes tipos de câncer, como o de colo de útero, genital, anal e de cavidade oral. 

A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, Carla Domingues, enfatiza que as vacinas contra o HPV e a meningocócica C fazem parte do calendário de rotina disponível nas unidades do SUS, durante todo o ano. Ou seja, a qualquer momento o adolescente pode ir aos postos tomar as duas doses, mas elas devem ser aplicadas com diferença de seis meses. Só com as duas doses ele estará de fato protegido. Em SC, 95,7 mil meninos e meninas ainda precisam retornar para tomar a segunda dose. 

Solução em conjunto com as escolas 

Para o médico ginecologista Edison Fedrizzi, a solução para ampliar a cobertura vacinal está nas salas de aula. Deve haver um trabalho em conjunto entre Secretaria de Educação e de Saúde para vacinar os adolescentes nas escolas ou então levar os estudantes até o posto de saúde. No lançamento da campanha nacional, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, reforçou a importância dessa parceria:

— Vamos insistir para ampliar a cobertura vacinal e insistir na escola, onde podemos fazer uma potencialização da imunização e assim diminuir a prevalência do HPV. Nesta campanha, vamos pedir ao MEC que solicite às escolas o envio ao Ministério da Saúde da programação de vacinação em cada unidade escolar.

Vanessa explica que uma portaria no final do ano passado incluiu a vacinação no Programa Saúde na Escola, assim os colégios que aderem ao programa devem abordar o tema e abrir espaço para as equipes de saúde irem até a unidade. Além disso, os alunos tiveram de apresentar, junto com a matrícula, declaração que estão com calendário de vacinação em dia.

No entanto, a secretaria da Educação de SC, em nota, diz que ainda depende do repasse de informações oficiais. Alega que vão continuar mobilizando e conscientizando os estudantes da importância da vacinação, mas que ainda não sabe dizer se terá vacinação na escola.  

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