5 razões: por que a FAF mudou para melhor o Centro de Florianópolis aos sábados - Diversão & Estilo - O Sol Diário

Para ocupar a cidade06/08/2016 | 16h02Atualizada em 08/08/2016 | 09h49

5 razões: por que a FAF mudou para melhor o Centro de Florianópolis aos sábados

Há um ano a Feira de Artes de Florianópolis tem movimentado a cena cultural da região central. De artistas veteranos a iniciantes, obras de arte de grandes dimensões a pequenos adesivos, veja o que se encontra por lá

5 razões: por que a FAF mudou para melhor o Centro de Florianópolis aos sábados Betina Humeres/Agencia RBS
Artista Bruno Barbi pintou ao vivo na FAF de sábado (6) Foto: Betina Humeres / Agencia RBS

Território de história e reduto de artistas desde áureos tempos, o Centro de Florianópolis é o local com maior número de equipamentos culturais de Santa Catarina (quiçá do Brasil?), aglomerados em poucos metros quadrados: no entorno da Praça XV de Novembro tem museus, galerias de arte, edificações históricas e, há um ano, a FAF. A Feira de Artes de Florianópolis tem movimentado a cena cultural da região, dado vazão à produção artística catarinense e aproximado criadores com o público.

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A iniciativa é do jornalista Fifo Lima, que lançou-se ao desafio de comercializar arte - tão importante e infelizmente ainda alocada na área de supérfluos - no Centro, bairro que sempre amou e por onde muito circulou.

Fifo Lima no histórico sobrado da Casa do Teatro Armação Foto: Betina Humeres / Agencia RBS

Em 2015 a FAF era realizada semanalmente no sobrado tido o mais estreito da cidade, na Rua dos Ilhéus. Trata-se da Casa do Teatro Armação, teatro de bolso administrado pelo Grupo Armação, um dos mais antigos do Estado. Em 2016 a FAF passou a ser sempre na primeira semana de cada mês, das 11h às 17h, com música ao vivo e na rua, chope artesanal e exposição e venda de obras de arte.

Veja cinco razões pelas quais a FAF mudou para melhor o Centro aos sábados:

1. LUGAR PARA ENCONTRAR A OBRA E O CRIADOR

A cada edição, até 15 artistas previamente selecionados ou convidados expõem suas obras. Como a venda é direta, sem passar por qualquer intermediário, é uma oportunidade de as pessoas conhecerem e conversarem com artistas.

Foto: Betina Humeres / Agencia RBS

_ Muitas vezes a pessoa conhece a obra, mas não conhece o artista _ diz Bruno Barbi, conhecido pelas pinturas de homens e mulheres negros.

Ele participou da primeira edição e já expôs mais de 20 vezes, inclusive no aniversário de uma no da FAF no último sábado (6).

2. OBRA DE ARTE É PARA SER CONSUMIDA

Embora o Centro da cidade tenha um considerável número de galerias e espaços expositivos, poucas obras estão à venda nesses lugares.

— Muitas pessoas estão acostumadas a comprar fora do Brasil miudezas estampadas com obras de Van Gogh ou outros grandes artistas. Mas afinal, por que não comprar dos artistas daqui? — diz Fifo Lima.

Foto: Betina Humeres / Agencia RBS

Isso porque a feira tem peças que vão de grandes dimensões até pequenezas, como adesivos, ímãs de geladeira, cartões, bijuterias.

— Começamos a trabalhar com formação de preços. É difícil estipular valores. Podemos ter peças de até R$ 1 mil. Mas tem também as miudezas, a preços acessíveis — ressalta o idealizador.

Com isso, o público está acostumando a ter arte em casa, cada vez mais, mesmo que em pequenos detalhes.

3. A CIDADE DESCOBRIU SEUS ARTISTAS

Em um ano, mais de 200 artistas mostraram seus trabalhos na FAF. Mais que isso, muitos que tinham obras já esquecidas e guardadas nas gavetas, retomaram a produção e até inclusive renovaram sua linguagem.

Foto: Betina Humeres / Agencia RBS

Além dos veteranos, a FAF abre espaço para as novidades. Paola Amaral, por exemplo, tem apenas 20 anos e expôs pela segunda vez na FAF no sábado (6). Mostrou uma série de desenhos feitos em nanquim que mostra a relação do homem com a natureza.

— O legal da FAF é porque é possível encontrar e dialogar com outros artistas —  diz ela.

4. E AS PESSOAS REDESCOBRIRAM O CENTRO

Já desde o projeto Viva Cidade, criado pela prefeitura de Florianópolis em 2013 para promover a cultura e o lazer no Centro, a região viu uma retomada do público, principalmente aos sábados pela manhã. Feiras de artesanato já tradicionais, feira de antiguidades e opções gastronômicas foram um incentivo para o próprio comércio se reaquecer e a população reocupar a cidade.

Foto: Betina Humeres / Agencia RBS

A FAF também contribuiu com essa ocupação e aquecimento do comércio, principalmente nas ruas dos Ilhéus e Fernando Machado: padaria, café, restaurante, banca de revistas, todos se beneficiaram com a circulação de pessoas. Sem contar a música ao vivo.

5. Criação da Faferia

No final de julho a FAF deu cria e o jornalista Fifo Lima criou a Faferia - DNA de Arte. É um espaço permanente da feira, que afinal funcionará como escritório da FAF, espaço cultural e para realização de cursos, galeria e comércio de arte, além de oferecer serviços como molduraria. 

A FAF continua, com dições previstas até dezembro, sempre na primeira semana do mês na Casa do Teatro Armação.

SAIBA MAIS

|| FAF - Feira de Artes de Florianópolis
Rua dos Ilhéus (Praça XV de Novembro), 334, Centro.
Realizada no sábado da primeira semana de cada mês, das 11h às 17h.

|| Faferia - DNA de Arte
Rua Fernando Machado, 261, Edifício Valparaiso, Centro.
Segunda a sexta, das 10h às 19h, e sábado, das 10h às 16h.
Informações: (48) 9146-0251

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