Minissérie "Justiça" interliga histórias de vingança e redenção - Diversão & Estilo - O Sol Diário

Estreia22/08/2016 | 06h08Atualizada em 22/08/2016 | 06h08

Minissérie "Justiça" interliga histórias de vingança e redenção

Produção com 20 capítulos estreia nesta segunda-feira, na RBS TV, destacando quatro tramas independentes com cenário em Recife


Foto: Estevam Avellar / TV Globo/Divulgação

Quatro prisões em uma mesma noite. Sete anos atrás das grades. Um único sentimento: justiça. A partir das 22h15min de hoje, na RBS TV, o público entrará em uma trama com quatro histórias independentes, mas interligadas, que têm como pano de fundo em seus 20 capítulos propor um debate sobre o que é justo. Justiça, nova minissérie da Globo, tem um elenco de estrelas, com Adriana Esteves, Cauã Reymond, Leandra Leal, Debora Bloch e Jesuíta Barbosa, e promete inovação da forma ao conteúdo.

Não é uma história sobre tribunais nem sobre legislação. É sobre pessoas. Personagens que, justa ou injustamente, foram condenados e precisam pagar legalmente pelos seus atos. A autora Manuela Dias (de Ligações perigosas) estruturou sua obra com cada capítulo contando uma das quatro tramas, todas ambientadas na cidade de Recife.

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Nesta segunda, é a vez de conhecer Vicente (Jesuíta) e Elisa (Debora). Ele é um playboy inconsequente que mata a noiva, Isabela (Marina Ruy Barbosa), em um surto de ciúme. Nas terças, ganha forma a vida de Fátima (Adriana). Empregada na casa de Elisa, a doméstica mata o cachorro do vizinho, o policial Douglas (Enrique Diaz), após o animal atacar seu filho. Com raiva, ele arma a prisão dela por tráfico de drogas. A terceira história, nas quintas, é a de Rose (Jéssica Ellen), presa por tráfico em uma blitz da polícia na praia que separa brancos e negros na hora da revista. Para encerrar a semana, o público conhecerá, nas sextas, a história de Maurício (Cauã) preso após ceder aos apelos da mulher, Beatriz (Marjorie Estiano), que clama pela eutanásia ao ficar tetraplégica em decorrência de um atropelamento.

As tramas de Justiça caminham independentes e paralelas mas, quanto mais o público se aprofunda nelas, mais se torna capaz de entender as sutilezas de suas conexões. Um novo fato em uma das tramas pode se tornar uma pista importante no contexto do personagem de outra.

— Toda semana há um grande evento que une todas as histórias — adianta a autora.

Manuela Dias construiu o roteiro com cenas que se repetem ao longo da exibição, mas sempre revelando pontos de vista de diferentes personagens.

— Criei uma trama no sentido de ter vários fios, que cercassem a percepção do justo. São histórias conectadas por um tema e uma cidade —diz Manoela.

Inovação na forma e no conteúdo

Assinantes da plataforma Globo Play já tiveram acesso aos dois primeiros episódios de Justiça. A promessa era disponibilizar os quatro primeiros no fim de semana, mas, até ontem pela manhã, apenas dois entraram no catálogo — usuários do serviço de streaming da Globo terão acesso aos capítulos com antecedência.

Nesses dois episódios vistos por ZH é possível perceber como as ligações entre cada trama é sutil, mas importante para o andamento da narrativa. A mão do diretor José Maria Villamarin (de obras como o remake da novela O rebu e as minisséries Amores roubados e O canto da Sereia) fica logo visível. Nos momentos em que as histórias se cruzam, cada personagem terá sua versão contada por um ângulo diferente.

Da trilha sonora à fotografia, cenografia e caracterização — que prima pelo realismo —, cada história é independente. A trama de Elisa e Vicente é embalada por nomes clássicos do rock, como Iggy Pop. Já a de Fátima e Douglas está recheada com sertanejo e pagode.

Manuela Dias consegue instigar com um roteiro que apresenta a verdade de cada personagem. Julgar alguém antes do final do capítulo pode ser arriscado. E é justamente isso que a autora quer provocar, que cada pessoa reflita sobre o que está aparecendo na tela e tire suas próprias conclusões. Por ser uma obra exibida num horário mais avançado, há muito mais liberdade para trabalhar, por exemplo, com cenas de sexo e nudez, assim como o consumo de álcool e cigarro (algo que quase não se vê mais em outros horários).

Embora todos os atores estejam muito bem em cena, um destaque nesses dois primeiros capítulos é Adriana Esteves, que aparece, enfim, muito distante física e psicologicamente da famosa Carminha, de Avenida Brasil (2012). Sofrida, a doméstica Fátima será a síntese da classe social mais pobre: mora na periferia, tem um marido alcoólatra, cuida dos dois filhos com muita dedicação, mas vê sua família ruir ao ser presa vítima da armação do vizinho, um policial sem escrúpulos.

A julgar por essa prévia, Justiça tem potencial para prender o público à frente da TV — seja pelo método tradicional ou com o bônus de se poder assistir à atração antes na Globo Play.

Principais personagens de "Justiça"

Fátima (Adriana Esteves)
Empregada doméstica de Elisa (Debora Bloch), Fátima é presa após ser acusada de porte de drogas por Douglas (Enrique Diaz), vizinho policial com quem se desentende. É casada com o motorista de ônibus Waldir (Ângelo Antônio) e mãe de dois filhos. Após sete anos, é libertada e tenta reencontrar a família, que se dispersou na sua ausência.

Maurício (Cauã Reymond)
O personagem é um contador que encara o drama de ver sua mulher, a bailarina Beatriz (Marjorie Estiano), ficar tetraplégica após ser atropelada. O acidente foi provocado por Antenor (Antonio Calloni), que fugiu sem prestar socorro. Maurício atende o pedido de Beatriz, que deseja morrer para aliviar o sofrimento, e é preso. Ao sair, jura se vingar de Antenor.

Rose (Jéssica Ellen)
Estudante de Jornalismo, Rose é a única presa pela polícia em uma blitz que encontra drogas no local em que participa de uma festa com seus amigos. Ao ser condenada a sete anos de prisão por tráfico, ela, que é filha de uma empregada doméstica, tem interrompido o sonho de dar uma vida melhor para sua família.

Vicente (Jesuíta Barbosa)
O rapaz rico e inconsequente interpretado por Jesuíta Barbosa se apaixona por Isabela (Marina Ruy Barbosa), filha de Elisa (Debora Bloch). Vicente tem seu temperamento violento agravado pela falência do pai. Ao ser traído por Isabela, mata a noiva. Após cumprir pena, recomeça a vida com a vendedora ambulante Regina (Camila Márdila), mas está no alvo de Elisa, que deseja vingar a filha.

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