Palco Giratório começa terça (2) e traz a SC o melhor do teatro do Brasil em 33 espetáculos - Diversão & Estilo - O Sol Diário

Artes cênicas02/08/2016 | 15h33Atualizada em 03/08/2016 | 10h34

Palco Giratório começa terça (2) e traz a SC o melhor do teatro do Brasil em 33 espetáculos

Maior circuito teatral do país promove apresentações gratuitas em Florianópolis, Jaraguá do Sul e Joinville. A atriz veterana Maria Alice Vergueiro será homenageada

Palco Giratório começa terça (2) e traz a SC o melhor do teatro do Brasil em 33 espetáculos Andre Stefano/Divulgação
Maria Alice Vergueiro, à direita: atriz de 81 anos será homenageada e apresenta a peça "Why the horse?" Foto: Andre Stefano / Divulgação

O cruzamento de linguagens é a tendência do teatro brasileiro. Teatro, dança e performance são hoje enquadramentos desnecessários e opacos e o que aparece com maior nitidez na cena contemporânea é o hibridismo. Nesta edição do Palco Giratório, o Sesc traz a Santa Catarina uma amostragem das artes cênicas no Brasil. O festival começou ontem em Florianópolis e segue até o dia 31 com apresentações de 33 espetáculos de todo o país. Além da Capital, a programação cultural se intensifica nas Aldeias Palco Giratório instaladas em Jaraguá do Sul (até 9 de agosto) e Joinville (até 10 de agosto).

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O maior circuito teatral do país começa em boa hora no Estado - que este ano não terá a edição do tradicional Festival Isnard Azevedo, realizado há 22 anos na Capital. Os mineiros do Grupo Espanca abriram ontem o circuito e apresentam hoje novamente o espetáculo Dente de Leão. Já no Largo da Catedral, no Centro de Florianópolis, o Coletivo Ser Tão Teatro, da Paraíba, apresenta a peça de rua Flor de Macambira.

Além de mostrar um panorama bem atual das artes cênicas no Brasil, este ano o Palco Giratório homenageia a atriz Maria Alice Vergueiro. Aos 81 anos de idade e mais de 50 de palco, ela é uma das grandes referências do teatro nacional. Ela se apresenta nesta sexta (5) em dois horários - 18h30min e 21h - no Teatro Ademir Rosa (CIC), na Why the horse?, com o Grupo Pândega de Teatro.

Mais que uma peça, trata-se de um happening que aborda temas como vida, morte e envelhecimento a partir de uma proposta ousada da atriz de convidar seus parceiros de grupo a ensaiar com ela o seu ¿derradeiro momento¿.

— É um festival de artes cênicas, por isso diferentes linguagens aparecem e, muitas vezes, juntas. O espetáculo com Maria Alice Vergueiro é um exemplo. É um happening, que nunca será o mesmo — diz Maria Teresa Piccoli, coordenadora de cultura do Sesc Santa Catarina.

O novo trabalho da bailarina catarinense Elke Siedler, um dos principais nomes da dança contemporânea no Estado, também é exemplo no hibridismo no palco e em outras mídias. O solo Rec(L)usadax (dia 21 no Teatro do Sesc) é um projeto de pesquisa que visa o entrelaçamento da dança com a performance, música e artes visuais.

Elke Siedler para o projeto Rec(L)usadax Foto: Cristiano Prim / Divulgação

Circuito de Ideias

Além do hibridismo em cena, o teatro brasileiro traz à tona a questão da efemeridade, da impermanência e do desgaste do tempo nas artes. Muitos grupos também se propõem a fazer arte para além do mero entretenimento (que tem e muito o seu valor), com pesquisas que jogam luz sobre questões que angustiam a sociedade.

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 — Mais do que um circuito de espetáculos, é um circuito de ideias, provocações e questões lançadas pela curadoria para o Brasil ir se perguntando — ressalta Raphael Vianna, coordenador nacional do Palco Giratório.

E se a identidade brasileira é a diversidade, foram chamados 33 curadores - um de cada estado e mais convidados - para que pudessem fazer um recorte da produção nacional. Nesta 13º edição do circuito, 20 companhias de 16 estados apresentam 33 espetáculos. Santa Catarina está bem representada com o grupo Teatro em Trâmite, que apresenta os três espetáculos Discursos Paralelos, História Horripilante e A Luva e a Pedra; a atriz Paula Bittencourt, com a intervenção Coisas que fazem o coração correr mais rápido; e a bailarina Elke Siedler,  com o solo Rec(L)usadax. 

Espetáculo A Gigantea, da Cia Les Trois Cles Brasil (RJ) Foto: Erick Dell´Herba / Divulgação

Além de apresentações, o Festival Palco Giratório realiza seis oficinas gratuitas no Sesc. E no dia 10, inaugura a exposição Arena conta...- Teatro e resistência no Brasil (1965-1970), realizada pelo Departamento Nacional do Sesc em parceria com o Instituto Augusto Boal na Galeria Municipal de Arte Pedro Paulo Vecchietti, com visitação até o dia 26.

O Palco Giratório ocorre em quatro endereços, além dos espetáculos na rua:

Teatro Ademir Rosa (Av. Irineu Bornhausen 5.600, Agronômica)
Teatro Álvaro de Carvalho (Rua Marechal Guilherme, 26, Centro)
Teatro Pedro Ivo (Rod. SC 401, 4.600, Saco Grande)
Teatro Sesc Prainha  (Travessa Syriaco Atherino, 100, Centro)

Confira a programação até sexta (5):

2 e 3 /8, às 20h, no Teatro Pedro Ivo
Dente de Leão, Grupo Espanca (Belo Horizonte/MG)

Sinopse: Um grupo de alunos troca ideias sobre suas vidas e projeta o futuro enquanto mata aulas no auditório do colégio. No final do ano, pais e professores se juntam aos estudantes na esperada Feira de Ciências. Insatisfeitos com seus destinos, os adolescentes preparam uma apresentação capaz de questionar as imagens que representam e abalar as instituições que os rodeiam.
Classificação indicativa: 14 anos /60 minutos / Categoria: Teatro Adulto

3/8, às 18h, no Largo da Catedral, Centro
Flor de Macambira, Coletivo Ser Tão Teatro (PB)
Sinopse: Flor de Macambira é uma festa popular com música, comicidade, cor e teatralidade que conta a história da jovem Catirina, a mais bela flor da Fazenda Macambira, que sucumbe aos vícios e tentações mundanas e, para salvar-se a si e a seu amado, mergulha nas profundezas de sua alma.    
Classificação: Livre /58 minutos / Categoria: Espetáculo de Rua

4 e 5/8, às 15h, no Largo da Catedral, Centro
A Carroça é nossa, Grupo Xama Teatro (São Luis/MA)
Sinopse: Tudo começa com um sonho de Pedoca (Lauande Aires), em que vê a si próprio em uma carroça puxada por um burro. Ao despertar, encontra a carroça, mas não o animal que pudesse puxá-la. Em sua busca pelo burro, encontra Toinha (Gisele Vasconcelos), que sonha por um amor verdadeiro; Joaninha (Cris Campos), que anseia por proteção e Cecé (Renata Figueiredo), cujo sonho é encontrar sua família. Durante a busca, percebem que precisam desvendar um enigma que envolve não só a carroça como os seus destinos.           
Classificação: Livre / Duração: 70 minutos / Categoria: Espetáculo de Rua
 
5/8, às 18h30 e 21h, no Teatro Ademir Rosa (CIC)
Why The Horse? Grupo Pândega de Teatro (São Paulo/SP)
Sinopse: O espetáculo surge de um pedido feito pela diretora artística do Grupo Pândega de Teatro, Maria Alice Vergueiro, aos seus integrantes: morrer em cena. Instigada pelo tema da morte e reconhecendo seu próprio e natural receio diante do fim, bem como a força artística que envolve, a atriz convocou seus parceiros de grupo para a criação de um espetáculo em que pudesse ensaiar seu derradeiro momento. Aos 80 anos e mais de 50 de palco, Maria Alice não pensa em parar. Em suas palavras, sempre um pouco irreverentes: "com sorte pode ser que eu morra em cena. Se não, estaremos de volta no dia seguinte".  
Classificação: 16 anos / Duração: 60 minutos / Categoria: Teatro Adulto

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