Repórter que viveu na Irlanda alerta para novas regras de intercâmbio - Diversão & Estilo - O Sol Diário

Experiência inesquecível25/08/2016 | 06h16Atualizada em 25/08/2016 | 06h16

Repórter que viveu na Irlanda alerta para novas regras de intercâmbio

Caroline Stinghen viveu em Dublin, reduto conhecido pelos brasileiros, de janeiro de 2015 a fevereiro de 2016; No período, ela conheceu 12 países

Repórter que viveu na Irlanda alerta para novas regras de intercâmbio Caroline Stinghen/Arquivo Pessoal
Nas folgas do trabalho, ela aproveitava para conhecer outros lugares, como Cliffs of Moher Foto: Caroline Stinghen / Arquivo Pessoal

Sempre me apaixonei pela ideia de viajar ou fazer intercâmbio. Mas até os 28 anos, pouco tinha realizado desses desejos. Os 30 batiam na porta e achei que era o momento de me arriscar. Foi uma decisão difícil: estávamos falando de sair do emprego, investir uma grana pesada e ficar longe da família.

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Sugiro colocar todos os custos e objetivos no papel antes tomar uma decisão. O que eu tinha definido: queria um país da Europa e de língua inglesa. A escolha natural foi Inglaterra. Mas ao pesquisar preços de escolas, o valor da libra, e descobrir que o país não concedia visto de trabalho para estudantes de idiomas, a terra da rainha foi descartada.

Então a Irlanda surgiu. Os preços eram mais baixos e o mais importante, ao me matricular numa escola de inglês para estudar 25 semanas, ganharia visto de trabalho para 20 horas semanais e 40 horas durante o verão (maio a agosto) e entre dezembro e janeiro.

A agência de intercâmbio indicou uma cidade menor, onde teriam menos brasileiros, como Galway ou Cork (no Sul da Irlanda). É uma boa sugestão para quem quer focar no inglês e fazer uma imersão na cultura do país. Mesmo assim, eu optei por Dublin.  Queria um lugar mais cosmopolita e pertinho de um aeroporto internacional.

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Eu consegui visto para um ano, em fevereiro de 2015. Mas as regras mudaram em outubro do ano passado e o estudante agora só tem visto para oito meses: seis meses de curso de inglês e dois meses de férias. Antes, ainda era possível renovar o visto até três anos, desde que matriculado em alguma escola. Com a nova regra, este período passa somente para dois anos. A regra para o trabalho continua sendo meio-período (20 horas semanais).

Muitas pessoas me questionam se ainda valeria a pena investir na Irlanda, após as mudanças e pelo fato de que o país está cheio de brasileiros. A minha resposta é de que vale sim. Se você se dedicar nas aulas, falar em inglês (não pode ter vergonha do sotaque!) e não ter medo do tal ¿subemprego¿, conseguirá aprender um novo idioma e garantirá um dinheirinho extra para viajar. Eu conheci 12 países, com passagens aéreas por 9,99 euros. E estas experiências ninguém tira de você (e dá aquele upgrade no currículo). 

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