Kleber Mendonça Filho fala sobre polêmicas de "Aquarius" - Diversão & Estilo - O Sol Diário

Entrevista06/09/2016 | 15h15Atualizada em 06/09/2016 | 15h17

Kleber Mendonça Filho fala sobre polêmicas de "Aquarius"

"Há um paralelo realmente fantástico entre o que acontece no filme e o cenário político do Brasil", afirma o diretor

Kleber Mendonça Filho fala sobre polêmicas de "Aquarius" Victor Jucá//Divulgação
Foto: Victor Jucá/ / Divulgação

Kleber Mendonça Filho concedeu uma entrevista ao programa Timeline, da Rádio Gaúcha, nesta terça-feira. O diretor de Aquarius falou sobre o filme e as polêmicas em torno da obra.

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Tudo começou com um protesto no festival de Cannes, que repercutiu nacional e internacionalmente, contra o processo de impeachment de Dilma Rousseff. Mendonça Filho caracteriza o ato como "uma tomada de posição, um posicionamento democrático sobre algo que está acontecendo no Brasil".

— Algumas pessoas apoiaram muito aquele protesto e outras pessoas simplesmente não conseguem aceitar que ele tenha acontecido. Isso eu não acho muito democrático. Acho que você pode discordar do protesto e dizer 'não enxergo o que vocês veem', mas você querer desautorizar as pessoas e simplesmente bater contra de uma maneira quase infantil... isso não entendo.

O diretor lembrou que ser considerado polêmico por questões políticas faz parte da história do cinema. No entanto, por mais que a repercussão tenha gerado "uma energia muito grande" para o longa, acredita que obra e posicionamento devem ser analisados de forma separada.

— As pessoas começaram a entender que esse filme é esse filme, e ainda tem aquelas outras coisas lá... mas aquelas outras coisas não são o filme.

Mendonça Filho salienta que há um paralelo "realmente fantástico" entre o que acontece em Aquarius e o cenário político do Brasil, mas que a narrativa não é sobre Dilma: o roteiro foi escrito entre 2012 e 2013, e as filmagens foram feitas há um ano.

— Eu nunca imaginaria, um ano atrás, que o que está acontecendo no Brasil estaria acontecendo. Achava que a gente tinha um processo democrático mais forte que isso e terminou que não era tão forte.

Confira a entrevista completa:


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