Prepare o lencinho, Pequeno Segredo vai emocionar você - Diversão & Estilo - O Sol Diário

opinião22/09/2016 | 14h27Atualizada em 23/09/2016 | 15h05

Prepare o lencinho, Pequeno Segredo vai emocionar você

Filme catarinense é o representante do Brasil para concorrer a uma indicação ao Oscar 2017

Prepare o lencinho, Pequeno Segredo vai emocionar você Reprodução/Reprodução
Foto: Reprodução / Reprodução

Enquanto a internet discutia na manhã desta quinta-feira que Pequeno Segredo — o filme catarinense que vai representar o Brasil na disputa por uma indicação ao Oscar 2017 — estreou em uma única sala de cinema em Nova Hamburgo, no Rio Grande do Sul, um pequeno grupo de jornalistas e críticos de cinema assistia ao filme numa cabine para imprensa no cineclube Paradigma, em Florianópolis. O produtor do longa João Roni Garcia, da produtora local Ocean Films, acompanhou a exibição local e explicou que a "estreia" no RS é mesmo discreta para cumprir a exigência da premiação que determina que o filme precisa ser exibido por sete dias até o fim de setembro para concorrer. 

— O grande lançamento será dia 10 de novembro — afirmou João.

"Sempre acreditei em Pequeno Segredo para dialogar com o Oscar", conta o diretor David Schurmann

A depender dos olhos vermelhos ao final da exibição por aqui, o que se pode dizer de Pequeno Segredo é que ele vai mexer com você. Prepare o lencinho especialmente se você for mãe e de menina. Impossível não se identificar com a brilhante Julia Lemmertz expressando de maneira sútil, mas absolutamente intensa, o amor incondicional traduzido na palavra maternidade. Atenção para spoilers: a primeira apresentação de ballet, o diário da pequena, aquela deitadinha juntas à noite na cama para conversar. Quem nunca? Que mãe nunca?

O filme tem um início cansativo. As três histórias contadas separadamente só engrenam quando entrelaçadas. Mas a fotografia, belíssima, faz o papel de prender nossa atenção nessa primeira parte. Afinal, o mar está lá o tempo todo — e não poderia deixar de estar: é um filme sobre a Família Schurmann, aquela do Fantástico que deu a primeiro volta ao mundo num veleiro em 1984. A viagem durou 10 anos. 

Fionnula Flanagan e Julia Lemmertz são os melhores momentos do filme

Aos poucos, o espectador vai entrando no drama familiar da menina Kat (Mariana Goulart), a mãe adotiva Heloisa (Julia Lemmertz), o pai biológico Robert (o ator neozelandês Erroll Shand), a mãe biológica Jeanne (Maria Flor), o pai adotivo Vilfredo (Marcelo Antony) e a avó Barbara (Fionnula Flanagan). Fionnula (conhecida por Lost) e Julia são responsáveis pelos melhores momentos do filme. É assim quando separadamente a história de cada uma se desenrola. É o clímax quando se encontram e discutem sobre o que é o amor.

Julia Lemmertz e Fionnula Flanagan são responsáveis pelos melhores momentos do filme Foto: Ocean Films,divulgação / Divulgação

Para quem leu o livro homônimo que originou o filme, é fácil identificar aspectos do drama de Kat e Heloísa que poderiam ter sido mais explorados — especialmente a resistência que Heloísa enfrentou entre médicos para viajar e velejar com a menina — frágil por ter nascido com uma doença incurável.  Ainda assim está longe de ser o pior filme brasileiro dos últimos anos, como cravou a Folha de SP. A produção, aliás, é grandiosa, com jeitão de Oscar.

"Está havendo um preconceito com o resultado, um 'não vi, não gostei'", diz o cineasta Bruno Barreto

A cabine que ocorreu em Florianópolis também ocorrerá em outras cidades do Brasil. Em paralelo, começa ainda, segundo Roni, uma série de ações para que o filme seja visto pelos jurados do Oscar e veiculado em festivais nos EUA importantes para a premiação.  Vale a torcida.

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