Emoção marca álbum póstumo de Sabotage, assassinado em 2003 - Diversão & Estilo - O Sol Diário

Hip Hop20/10/2016 | 17h44Atualizada em 20/10/2016 | 17h47

Emoção marca álbum póstumo de Sabotage, assassinado em 2003

Desde segunda, está disponível no Spotify o disco do rapper paulistano

Emoção marca álbum póstumo de Sabotage, assassinado em 2003 Ver Descrição/Ver Descrição
Sabotage foi assassinado em 2003 deixando gravações inacabadas Foto: Ver Descrição / Ver Descrição

A hashtag #SabotageVive invadiu as redes nesta semana: desde segunda-feira, está disponível no Spotify o álbum póstumo do rapper Sabotage (1973 – 2003). A novidade causou comoção nos fãs do cantor e compositor, assassinado em 24 de janeiro de 2003, logo após deixar a mulher no trabalho, em São Paulo.

Lenda do hip hop brasileiro, Mauro Mateus dos Santos, o Sabotage, ainda tinha muito a dizer. Talentoso para as rimas, o paulistano que abandonou o tráfico para se dedicar ao rap e à vida de ator (está nos filmes O invasor e Carandiru) saiu de cena no auge, justamente quando decidira trilhar um novo caminho. "Quem viver verá, rap é o som/ Pode chegar, favela é um bom lugar", profetizou o músico em Quem viver verá, uma das 11 canções do disco.

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Batizado Sabotage, o álbum foi produzido por Tejo Damasceno e Rica Amabis, do Selo Instituto, e por Daniel Ganjaman, ex-integrante do grupo e conhecido mais recentemente pelo trabalho como parceiro de Criolo. "Foram 13 anos de trabalho para superar, compilar, organizar, produzir e finalizar esse disco, sempre respeitando e priorizando a vontade da família e a memória desse grande amigo e eterna inspiração", postou Ganjaman no Instagram. 

A realização do disco partiu das gravações que o rapper preparava na semana de sua morte. Inacabadas, elas ganharam as mãos de um time formado por parceiros como Tropkillaz, DBS, Negra Li, Quincas Moreira, Dexter, BNegão, Céu e Sandrão.

Com produção do DJ Cia, a faixa País da fome: homens animais é a mais dolorida para os fãs. No começo, ouve-se o noticiário da morte de Sabotage, seguido por uma narrativa de injustiças envolvendo seus conhecidos. "Escorreu aquela lágrima solitária", "Não tem como ouvir isso sem dar um arrepio", "Tá um som fora do comum, tô chorando", escreveram admiradores. A música fala de pessoas que se foram, como a mãe do artista. "Mãe, me dê a benção/ Pois o medo não é mesmo o lugar perfeito pra guardar as horas", canta Sabotage.

No Twitter, o rapper MV Bill resumiu: "Tá mais atual e contundente que o de muitos MCs que estão 'vivos'".

Foto: capa disco / capa disco

SABOTAGE
De Sabotage
Gravadoras One RPM, Selo Instituto e Sabotage Prods Arts.
Grátis, em spotify.com.
Cotação: muito bom

 
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