Ética, política e corrupção são pano de fundo de  "A lei do amor", nova novela das nove da Globo - Diversão & Estilo - O Sol Diário

Trama clássica01/10/2016 | 07h06Atualizada em 01/10/2016 | 08h48

Ética, política e corrupção são pano de fundo de  "A lei do amor", nova novela das nove da Globo

No elenco do folhetim, estão Reynaldo Gianecchini e Claudia Abreu

Ética, política e corrupção são pano de fundo de  "A lei do amor", nova novela das nove da Globo Ramón Vasconcelos/Globo,Divulgação
Reynaldo Gianecchini e Cláudia Abreu são os protagonistas de "A lei do amor" Foto: Ramón Vasconcelos / Globo,Divulgação
Juliana Forner/ Rio de Janeiro

juliana.forner@zerohora.com.br

Com uma trama clássica de romance interrompido por terceiros e questionamentos éticos que esbarram na política, A lei do amor estreia na segunda-feira com o desafio de manter o embalo de Velho Chico. O romance dá o tom do folhetim assinado por Maria Adelaide Amaral e Vincet Villari, mas a ambição desmedida e a disputa pelo poder também têm papel central na trama.

– A ética é o pano de fundo da história. O Brasil, graças a Deus, está acordando para a ética e a política. Está muito quente esse assunto na sociedade, o que é positivo para a gente. Não só para a novela, mas para o brasileiro – opina Denise Saraceni, diretora artística, que falou com ZH no intervalo das gravações nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro.

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A família Leitão é a mais poderosa da fictícia São Dimas. Fausto (Tarcísio Meira) é o patriarca, empresário ambicioso que está ingressando na política. Sua mulher, Magnólia (Vera Holtz), forte e autoritária, o acompanha nesta jornada de interesses. Os dois são regidos pela convicção de que, na vida como na política, os fins justificam os meios.

– A motivação da vida da minha personagem é a família. Faço qualquer coisa pela minha família – adianta Vera Holtz.

¿Qualquer coisa¿ inclui bolar um esquema, com o apoio do marido, para separar seu filho Pedro (Chay Suede/ Reynaldo Gianecchini) de Helô (Isabelle Drummond/Claudia Abreu). A jovem, de berço pobre, enfrentava um momento difícil de vida que foi agravado pela demissão do pai, alcoólatra, por Fausto. Por esse motivo, Helô nutre um ressentimento pela família dele, mas, mesmo assim, se apaixona por Pedro. A relação é interrompida com a intervenção de Magnólia, e os dois só se reencontram 20 anos depois.

– Não houve um desamor, houve um mal-entendido que não foi explicado, um corte. Nenhum deles encontrou um outro amor de fato – conta Claudia.

Quando finalmente começa a repensar seus atos e o que precisou fazer para chegar ao poder, Fausto sofre um atentado e passa a correr risco de vida. A partir de então, o mistério entra em cena até que sejam revelados o autor e o motivo da tentativa de assassinato.

A narrativa começa nos anos 1990 e depois dá um salto de duas décadas. Por isso, alguns atores compartilharam um mesmo personagem. Reynaldo Gianecchini explica que o processo de preparação com Chay Suede foi muito intenso e que todos os detalhes eram muito discutidos entre eles – até o figurino:

– Tinha momentos belíssimos que a gente fazia, um olhando muito no olho do outro. Foi quase um processo terapêutico pra mim, porque eu me via muito nele, fazendo exatamente as mesmas coisas que ele faz aos 20 anos. Ao mesmo tempo, ele também falou que deu um barato enorme se imaginar em mim.

Novato em telenovelas, João Campos interpreta o jornalista Elio Bataglia juntamente com o mirim Théo Fernandes. Elio é o personagem que tentará descobrir os detalhes por trás do ataque a Fausto:

– A preparação das crianças foi diferenciada, mas tirei três dias para conviver com Théo. Meu trabalho era reconhecer e observar o garoto, pegar uns trejeitos, ver o que da personalidade dele estava sendo trazido para o Elio e eu poderia abraçar.

Produção adiada

A lei do amor estava prevista para ser lançada antes de Velho Chico, mas, por conta de uma decisão da Globo, foi postergada. Um dos motivos, como lembra a diretora Denise Saraceni, era evitar qualquer tipo de comparação com a realidade, devido ao viés político e ao cenário eleitoral.

– A gente queria ficar livre desse compromisso de verossimilhança, pessoas ficarem ¿ah, é partido tal¿, ¿parece com tal pessoa¿. Enfim, para não confundir realidade com ficção. Estamos fazendo ficção – diz.

* A repórter viajou a convite da Globo

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