O Apogeu de Sandy: em entrevista, cantora fala sobre ter 30 anos e o show que apresenta em Floripa - Diversão & Estilo - O Sol Diário

Carreira solo03/11/2016 | 14h04Atualizada em 03/11/2016 | 15h36

O Apogeu de Sandy: em entrevista, cantora fala sobre ter 30 anos e o show que apresenta em Floripa

Aos 33 anos, Sandy diz ter achado seu espaço e apresenta na Capital, depois de mais de 10 anos, show do álbum Meu Canto. É o primeiro de Sandy em SC desde que começou a carreira solo

O Apogeu de Sandy: em entrevista, cantora fala sobre ter 30 anos e o show que apresenta em Floripa Marcos Hermes/Divulgação
Show em Florianópolis tem mesmo repertório do DVD gravado ao vivo "Meu Canto" Foto: Marcos Hermes / Divulgação

Foi necessária uma longa pausa para que Sandy encontrasse a si mesma, por inteiro, uma artista 100% e não apenas a metade da dupla Sandy Junior. Quase dez anos depois do fim do trabalho com o irmão e passados seis anos de seu primeiro voo solo, o disco Manuscrito (2010), a cantora de 33 anos chega ao apogeu com o álbum Meu Canto, DVD gravado ao vivo e lançado em junho deste ano. É o segundo disco ao vivo e o quinto trabalho de sua carreira solo, considerando o EP Princípios, Meios e Fins (2012), que antecipou cinco faixas de Sim (2013).

— Ainda tenho muita coisa para melhorar e amadurecer, mas até aqui acho que é o meu trabalho mais importante — disse.

Na última segunda, ela mesma ligou para a redação do Diário catarinense para conversar sobre a carreira e sobre o show que apresenta neste sábado no Centro de Cultura e Eventos da UFSC, em Florianópolis. Sandy lembrou que não se apresentava na Capital há mais de 10 anos. O show será igual ao DVD, com cenário e banda completa — só não virão Tiago Iorc e Gilberto Gil, que participaram da gravação. Para substituí-los ela espera contar com a ajuda do público.

Leia trechos da conversa e a entrevista completa no diariocatarinense.com.br

Sobre a importância do tempo: "eu tinha que entender quem eu era"
Fiz uma pausa de dois anos e meio. Foi muito importante pra mim, porque eu estava saindo de uma carreira de 17 anos com meu irmão, em que eu era aquela artista, aquela pessoa. Eu era uma dupla, era 50%.  E eu tinha que virar 100. Eu tinha que entender quem eu era como um todo, como artista solo. Tinha que encontrar a minha identidade. E isso não é um processo fácil, não foi para mim tão simples. Tive que ter esse tempo de maturação e de reunir repertório, compor as minhas músicas. Desde meu primeiro disco solo eu só faço música autoral. E antes desse trabalho todo eu tive esse tempo para pensar e entender como seria o meu caminho, além de traçar meus objetivos. O ultimo show de Sandy e Junior foi em 2007. Em 2008, no mesmo ano terminei a faculdade e me casei. Em 2009 passei o ano todo pensando, compondo repertório, me dedicando a essa nova artista. Em abril de 2010 eu lancei o primeiro disco, Manuscrito. Então nem foi tanto tempo assim parada. Foi o tempo necessário para fazer essa transição.

Meu Canto: "meu lugar no mundo e meu cantar"
O álbum tem essas duas conotações. São as duas coisas que estão unidas ali. É o meu canto fisicamente, meu lugar no mundo, e meu canto de meu cantar, que afinal é o meu lugar favorito no mundo. Eu venho fazendo um trabalho muito intimista e autoral. Pessoal mesmo. Por isso é meu canto. É meu mundo interior que coloco ali para fora. E tenho essa liberdade para falar o que eu quiser, ser quem eu sou. Como artista, como pessoa, 100%. Esse é o show mais intimista de todos. Desde que comecei a carreira solo, eu fiz esse movimento. De diminuir tudo, enxugar tudo.

Seis anos de carreira solo: "este é meu trabalho mais importante"
Concordo quando as pessoas dizem que Meu Canto é o ponto alto da minha carreira. É resultado de bastante trabalho, de um caminho que venho percorrendo. Fui encontrando quem eu sou como artista e até como pessoa, é um aprendizado eterno. A gente está eternamente se tornando quem a gente é. Acho que ainda tenho muita coisa para melhorar e amadurecer, mas até aqui acho que é o trabalho mais importante.

Pop com MPB: "mas eu amo jazz"
Eu faço um estilo que é o que eu sei fazer e gosto, esse pop ¿emepebístico¿. Mas amo jazz e desde 2005 venho flertando com esse gênero. É uma paixão. Mas tudo o que fiz relacionado a isso foram projetos paralelos, miniturnês. De vez em quando faço um show corporativo — na semana que vem vou fazer um só de jazz e bossa nova. Mas é paralelo, não o foco da minha carreira.

Piano: "com filho em casa é difícil ter tempo para estudar"
Não estou estudando piano desde antes de engravidar, então parei de tocar nos shows. Estou muito enferrujada. Mas o que eu sei no piano me ajuda a compor as minhas músicas, sabe? É uma ferramenta. Componho a letra, a harmonia e a melodia também. Agora não posso me atrever a tocar, quem sabe um dia eu volte. Com filho em casa é muito difícil ter esse tempo para estudar.

As canções de amor: "eu me emociono muito às vezes"
O amor ainda é o tema principal das canções. É o que pega mais no coração das pessoas. Elas se identificam, curtem suas fossas, choram suas mágoas, ou simplesmente apreciam o dom de amar, a oportunidade de estar com alguém.Sou muito mais inspirada para falar de amor do que qualquer outra coisa. E acho que isso acaba inspirando as pessoas também. Eu me emociono muito às vezes, sabe. Elas pegam fundo no meu coração.

Aquela dos 30: "passei uma aflição grande quando estava prestes a fazer 30"
Estou satisfeita com o caminho que percorri até aqui, até meus 33 anos. Mas passei uma aflição muito grande quando estava prestes a fazer 30. Pensava: "caramba, a vida está passando rápido demais, eu já vou fazer 30." Tinha muita coisa que queria realizar enquanto jovem ainda, sabe? Coisas, tipo viagens, queria ter filho, aprender outras línguas. Algumas eu fui realizando. O filho, por exemplo, check! (risos). Chegou o momento em que eu e Lucas decidimos. Dá aquela vontade natural em quem já está casado há algum tempo. Mas quero viajar para lugares exóticos, conhecer culturas diferentes, sou louca por isso.

Depois essa urgência vai se organizando e a gente vai se acostumando com a nova idade. Os 30 anos são um atestado de que você cresceu, é adulta, que agora a coisa é séria e tem que fazer acontecer, não tem mais jeito. Mas a gente se acostuma com a responsabilidade maior que o mundo coloca em nossas costas. Estou num período mais calmo. Conformado. E tenho feito as coisas, aos pouquinhos. A gente vê que tudo bem, vai passar, não precisava ter ficado angustiada com isso. Tanto é que eu também ria com isso e a música é divertida. É uma fase muito louca. Como é que acontece a mesma coisa com todo mundo? É legal ver que as pessoas se identificam.

Fãs de hoje ou de sempre?
Tenho um público bem misturado. Cerca de 60% são os que já eram fãs de Sandy Junior e se identificaram com meu trabalho atual. E 40% chegou depois e também se interessou pela minha música agora. É misturado e acho interessante ver isso. A faixa etária é de 25 a 35 anos, que é a minha geração. Eu componho sobre meus sentimentos, as minhas histórias, as coisas que sinto e penso e quem se identifica são as pessoas que estão vivendo coisas parecidas.

Música na infância
A arte abre conexões no cérebro para muita coisa. É um estimulo precioso para abrir a cabeça das crianças. É um instrumento poderoso para aprendizado. Abre as portas da percepção, da parte emocional da pessoa. Bom, eu já vejo no Theo. Ele está com dois anos e quatro meses, mas há muito tempo mostra um interesse tão grande, tão grande pela música, que não foi influencia nossa. A gente nunca ficou pegando no pé dele para tocar isso ou ouvir aquilo. Sempre o que ele foi pedindo e demonstrando interesse. A gente quer colocar ele para fazer música, bem novinho. E assim, eu até prefiro que ele não seja artista, mas quero muito que ele saiba tocar um instrumento, que ele saiba música. Que faça parte da vida dele.

Setlist do show

Meu Canto
Sim
Aquela Dos 30
Perdida E Salva
Segredo
Me Espera
Respirar
Escolho Você
Salto
All Star
Olhos Meus
Pés Cansados
Colidiu
Morada
Luciana (Cantiga por Luciana)
Nada É Por Acaso
Ponto final

Agende-se

O quê: Sandy turnê Meu Canto
Quando: 05/11, às 20h
Onde: Centro de Cultura e Eventos da  UFSC (Rua Des. Vítor Lima, 117, Trindade, Florianópolis)
Quanto: de R$ 220 / R$ 110 (meia) - Alto Lateral até R$ 320 - Gold lateral. 3º lote. À venda via Ingresso Rápido. Setores Super Gold Palco, Gold Lateral e Gold Superior Central estão esgotados.

Informações: (48) 3879-7469

Leia também
Por dentro das artes: 7 exposições em cartaz em novembro em Florianópolis
9 eventos para curtir no fim de semana em Santa Catarina

 
  •                                
  •  
     
  •  
     
  •  
O Sol Diário
Busca
clicRBS
Nova busca - outros