Schwanke inédito: exposição em Florianópolis revisita legado de um dos expoentes das artes em SC - Diversão & Estilo - O Sol Diário

Artes Visuais06/12/2016 | 08h38Atualizada em 06/12/2016 | 08h41

Schwanke inédito: exposição em Florianópolis revisita legado de um dos expoentes das artes em SC

A mostra "Schwanke, Habitar os Incorporais" reúne 89 obras do artista joinvilense até março na Fundação Cultural Badesc

Schwanke inédito: exposição em Florianópolis revisita legado de um dos expoentes das artes em SC Felipe Carneiro/Agencia RBS
Galões e maletas de plástico aparecem como matéria prima nas obras de Schwanke Foto: Felipe Carneiro / Agencia RBS

O plástico, a energia, o embaralhamento. Luiz Henrique Schwanke (1951-1992) estava sempre um passo à frente do que a produção artística conseguia construir à época, entre os anos 1970 e começo dos 90. Quando em 1989 espalha esculturas de plástico por Joinville, foi um escândalo. É um ponto de ruptura e introdução de um pensamento contemporâneo na cidade e que acena, para o resto do país, o que vinha sendo feito em Santa Catarina. Pela primeira vez em 22 anos, Florianópolis recebe exposição à altura do legado do artista. Schwanke, Habitar os Incorporais mostra 89 trabalhos, a maioria inédito, em todas as salas expositivas da Fundação Cultural Badesc até março do ano que vem.  

A curadoria, feita pela professora e doutora Rosângela Miranda Cherem, inclui diferentes fases: a das revisitações, em que ele descontrói a referência original de telas de Leonardo da Vinci, por exemplo, e adota signos do design contemporâneo; a das séries apelidadas de perfis, com obras feitas em plástico; os sonetos, os Cristos e os shorts; além da Cobra Coral, feita com baldes de plástico e instalada no jardim do casarão.

A "Cobra Coral", feita com baldes, foi montada pela primeira vez em Florianópolis para esta exposição Foto: Felipe Carneiro / Agencia RBS

— A exposição mostra os lados racional e emocional de Schwanke. Isso de fazer um embaralhamento ou o que se chama de hibridização entre literatura, ciência e materiais inéditos é um diferencial. E mostra sintonia dele com a cidade que viveu: Joinville.  Além disso, incorpora a fatura e a questão da não-autoria, em que o artista não necessariamente precisa tocar na obra, apenas conceber. É o que se chama de arte conceitual, em que o conceito é mais importante que a obra em si — explica Néri Pedroso, jornalista e pesquisadora da obra de Schwanke.

Exemplos dessa arte conceitual estão logo no andar térreo da Fundação. São telas enormes feitas com maletas, pregadores de roupa, mangueiras e peças de plástico.  

Detalhe de obra feita com grampos de roupa Foto: Felipe Carneiro / Agencia RBS

Quem foi Schwanke

Schwanke começou a trabalhar como artista em meados dos anos 1970. Ainda que curta, teve uma carreira prolífica. Produziu 5 mil peças entre desenhos, pinturas, instalações, esculturas e projetos, recebeu cerca de 30 prêmios e participou de exposições individuais, coletivas e salões.

Jornalista, ele viveu 15 anos em Curitiba e em meados dos anos 1980 voltou a Joinville. É pioneiro em ser um artista brasileiro reconhecido e sem viver no eixo Rio — São Paulo, muito embora tenha mantido diálogos com aristas do circuito de arte brasileiro.

Schwanke em fases

Década de 70

Nos anos 70 ele fez uma produção muito racional. Faz referência à história da arte com recursos da publicidade.

Série Sonetos, feitas com recortes como suporte Foto: Felipe Carneiro / Agencia RBS

Década de 80

É uma fase emocional, quando Schwanke pinta exaustivamente. Cria as séries apelidadas Linguarudas, Carrancudos e Perfis. Usa como suporte páginas de jornal e revista. A partir de 1988, muda a produção e faz as esculturas de balde. Depois da pintura e de dar vasão ao emocional, volta para o racional e cria uma série de obras com plástico. De 88 a 92 faz um intenso trabalho com uso de plástico como matéria prima e de energia elétrica.

Mandala feita com mangueira de plástico Foto: Felipe Carneiro / Agencia RBS

AGENDE-SE

O quê: Mostra Schwanke, Habitar os Incorporais
Quando: até 16 de março de 2017, de segunda a sexta, 12h às 19h
Onde: Fundação Cultural Badesc (Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis)
Quanto: gratuito
Informações: (48) 3224-8846

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