Viagem ao passado: moderno e com novas tecnologias, Museu Histórico de Itajaí reabre ao público  - Diversão & Estilo - O Sol Diário

Do século 17 ao 2021/12/2016 | 08h48Atualizada em 21/12/2016 | 09h41

Viagem ao passado: moderno e com novas tecnologias, Museu Histórico de Itajaí reabre ao público 

Palácio Marcos Konder passou por reforma e ganhou nova expografia. A inauguração será nesta quarta-feira em Itajaí

Viagem ao passado: moderno e com novas tecnologias, Museu Histórico de Itajaí reabre ao público  Ronaldo da Silva/Divulgação
Palácio Marcos Konder abria o Museu Histórico de Itajaí desde 1982 Foto: Ronaldo da Silva / Divulgação

Fosse possível voltar no tempo algumas décadas, imagine-se à bordo de um barco, navegando rio acima, em direção a um novo mundo: o mundo prometido aos imigrantes europeus que chegaram no começo do século passado para colonizar o Vale do Itajaí. Volte no tempo alguns séculos e imagine agora as margens desse mesmo rio e toda a vegetação nativa e os assentamentos indígenas. No novo Museu Histórico de Itajaí (MHI), será possível viajar até o passado e, com uma ajudinha da tecnologia, ver, ouvir e sentir como era a vida dos primeiros habitantes da cidade e da região. Depois de longa reforma, a instituição inaugura nesta quarta-feira, a partir das 11h, uma nova expografia, com tecnologias modernas de áudio, vídeo, luminotécnica e computação.

A reforma começou há pelo menos três anos no Palácio Marcos Konder, um prédio de quase 100 anos localizado no Centro de Itajaí e que desde 1982 abriga o museu. Agora, a história do século 17 até o século 20 será contada com a ciência do século 21. Dos primórdios da ocupação humana no Vale às inovações da contemporaneidade, será possível conhecer aspectos sobre a imigração, a religiosidade, a arquitetura e o espaço marítimo.

Além do restauro do Palácio, foi implantado um novo edifício anexo e agora o MHI tem dois andares e um subsolo com relíquias, como as pinturas de Dide Brandão na Sala Arte — que funcionará também como galeria para exposições itinerantes.

Um dos destaques é a maquete da cidade feita em papel machê pelo artista plástico e diretor do MHI, Agê Pinheiro. A obra retrata as construções de Itajaí nas primeiras três décadas do século 20 e, conforme a época escolhida pelo visitante, a maquete se altera com luzes.

A reforma e nova expografia custaram de R$ 4,7 milhões financiados graças à Lei de Incentivo à Cultura do Governo Federal, além de repasse de verbas da Prefeitura Municipal de Itajaí.

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 Conheça algumas das atrações do Museu

 || Sala Primórdios

Um vídeo em 360 graus coloca o visitante navegando pelo rio Itajaí-Açu na sua gênese de utilização, nos séculos 17 e 18. A fauna e a flora da região, os assentamentos indígenas (Carijós) e o aparecimento de posseiros demarcam a importância desse rio no surgimento e na construção da cidade.

|| Sala do Poeta

Foto: Ronaldo da Silva / Divulgação

Com recurso multimídia, aborda a imagética da cidade e seu poeta maior, Marcos José Konder Reis. 

|| Sala Sesmeiros

Aparece o território colonial da região, a corrida pelo ouro, a instalação da Vila e comércio de madeiras.  Emolduradas, duas imagens de sesmeiros —João Dias de Arzão, que localizou as terras de Itajaí e veio em busca de ouro; e Antonio Menezes Vasconcelos Drumond, quem primeiro explorou as terras com madeira — literalmente conversam com o público, mapeando as dificuldades enfrentadas na época.

|| Terceiro Núcleo Vila ithajay

Maquete feita pelo artista Agê Pinheiro Foto: Ronaldo da Silva / Divulgação

Uma maquete mecânica se altera conforme o tempo escolhido pelo visitante. Os prédios mais importantes desse período brotam da base, dando a ideia de expansão da urbe e suas direções.

|| Religiosidade

Cinco telas em LCD de 60 polegadas e um sistema de som direcional abordam as peculiaridades dos ritos e da fé do itajaiense.

|| Espaço Marítimo

Escotilhas de um casco de navio mercante abordam o cotidiano do rio e sua relação com a cidade em três vídeos.  Nesse espaço tem também um barco feito em escala de tamanho real.

Barco em tamanho real Foto: Ronaldo da Silva / Divulgação

|| Imigração

Objetos originais usados pelos imigrantes europeus Foto: Ronaldo da Silva / Divulgação

O foco é a projeção de sobrenomes italianos e alemães que compuseram a construção do Vale do Itajaí — as colônias instaladas pelos imigrantes e o que se tornaram. Armários iluminados mostram objetos e aparelhos, como um cachimbo de porcelana alemão, sapatos portugueses de 1901 e outros objetos. 

Endereço: Rua Hercílio Luz, 681, Centro, Itajaí. De segunda a sexta-feira, das 13h às 19h

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