Balanço do carnaval em Santa Catarina: milhares de foliões na rua e o que precisa evoluir para 2018 - Diversão & Estilo - O Sol Diário

Carnaval 201702/03/2017 | 10h04Atualizada em 02/03/2017 | 16h59

Balanço do carnaval em Santa Catarina: milhares de foliões na rua e o que precisa evoluir para 2018

Com menos recursos, principais cidades de SC fizeram o carnaval acontecer da maneira mais tradicional: botando o bloco na rua

Balanço do carnaval em Santa Catarina: milhares de foliões na rua e o que precisa evoluir para 2018 Charles Guerra/Agencia RBS
Sábado de carnaval reuniu 140 mil pessoas pelas ruas centrais de Florianópolis Foto: Charles Guerra / Agencia RBS

Passada a folia, é hora de analisar os pontos positivos e o como o carnaval pode melhorar nos próximos anos. Ainda que com menos recursos públicos, as principais cidades de Santa Catarina tiveram ruas lotadas e mostraram que a brincadeira ao ar livre segue sendo a mais tradicional. Só nas ruas centrais de Florianópolis, por exemplo, 410 mil pessoas circularam entre sexta e terça-feira, segundo a Polícia Militar.

O secretário de Turismo da Capital, Vinicius de Lucca, vai começar esta semana a fazer um levantamento da folia na cidade, mas adiantou que, apesar da falta de dinheiro, o resultado foi bom.

— O carnaval foi, de fato, de superação. O público foi bom no Centro e acompanhamos a ferro e fogo como foi o trabalho dos fornecedores nos blocos de mais de 40 bairros — disse.

O presidente da Santur, Valdir Walendowsky, afirma que ainda não há levantamento oficial do número de turistas em Santa Catarina este ano, mas que o número de pessoas vindas de fora e de catarinenses que circularam pelo Estado atendeu as expectativas. Segundo ele, nota-se uma mudança de comportamento dos foliões em relação ao consumo:

— A atual situação econômica do Brasil e o medo do desemprego fazem com que as pessoas diminuam os gastos e tenham maior cautela. Elas mudam os hábitos de consumo, substituindo um leito em hotel, por exemplo, por aluguel via Airbnb – destaca.

Walendowsky antecipa que alguns setores registraram movimentação maior, como as empresas de linhas interurbanas, que aumentaram a locação de ônibus para atender a demanda, e o Parque Beto Carrero World, que teve movimentação maior em relação ao Carnaval do ano passado.

Já na passarela do samba...

Para as escolas de samba de Florianópolis, a palavra superação resumiu a folia em 2017. O presidente da Liga das Escolas de Samba de Florianópolis (Liesf), Joel Costa Júnior, ressaltou o dilema que foi viabilizar o desfile das agremiações com a ajuda da iniciativa privada e sem o poder público.

Desfile da Protegidos da Princesa, na passarela Nego Quirido Foto: Cristiano Estrela / Agencia RBS

— Foi um ano extremamente atípico, muito difícil. Falo isso não restritamente a Florianópolis. Só em 2017, mais de 200 carnavais foram cancelados em todo o país.

Dentre as dificuldades, Júnior citou o convênio com a prefeitura assinado em 23 de setembro do ano passado, no valor de R$ 3,6 milhões, e, 45 dias depois, o anúncio de que a prefeitura não poderia honrar o acordo.

— Nosso compromisso é viabilizar cada vez mais a festa com a iniciativa privada. Mas o poder público, em nossa avaliação, tem a obrigação de participar. Não é um simples evento, é a maior manifestação cultural do país. E tem toda uma cadeia produtiva. Acreditamos que carnaval de rua não é gasto, é investimento — ressaltou.

Sobre os problemas de infraestrutura da passarela Nego Quirido, como mal funcionamento dos banheiros e a precariedade de camarotes, por exemplo, o secretário de Turismo disse que antes dos desfiles foram feitos reparos que deixaram o local em condições mínimas.  

— Nem banheiro e nem parte elétrica estavam funcionando antes. Os equipamentos de segurança contra incêndio foram roubados. Deixamos em condições mínimas. O prefeito pretende levar algumas secretarias para a passarela, então o gasto que tivemos os reparos na verdade foi um investimento — disse.

Lições para o carnaval 2018

Já em março, a Setur vai começar a planejar o carnaval de 2018. A proposta principal, de acordo com De Lucca, é modificar a forma de financiamento. Ele adiantou que pretende debater um novo modelo de captação de verbas com entidades. Falou também da parceria com a Skol, cujo contrato de cinco anos encerrou este ano, e que a previsão é de que em agosto seja lançado um novo edital para captação de recursos.

A tradição do bloco Baiacu de Alguém, em Santo Antonio de Lisboa Foto: Leo Munhoz / Agencia RBS

— Foi muito importante o patrocínio da Skol, nos tirou uma operação grande. Mas pretendemos retomar a curadoria do evento. Recebemos muitas críticas pelos shows. Precisa ter mais samba e marchinhas, temos que nos meter um pouquinho. A gente concorda e entende as críticas.

Para a Liesf, a lição que fica para 2018 é não deixar nada para a última hora:

— Que a gente não tenha surpresa lá na frente e saiba o que vai acontecer daqui a um ano: qual será a participação da prefeitura e do Estado. Tem muita coisa para evoluir ainda, como a questão da iniciativa privada — finalizou o presidente, Joel Costa Júnior.


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