Diretoras de cinema para conhecer na Netflix e em outros serviços de streaming, na TV paga e em DVD   - Diversão & Estilo - O Sol Diário

Olhar feminino08/03/2017 | 16h50Atualizada em 08/03/2017 | 17h11

Diretoras de cinema para conhecer na Netflix e em outros serviços de streaming, na TV paga e em DVD  

Entre os nomes de destaque, está Kathryn Bigelow, primeira e até agora a única mulher a ganhar o Oscar de melhor direção


Kathryn Bigelow foi consagrada com "Guerra ao Terror" , filme vencedor de seis Oscar Foto: Gabriel Bouys / Gabriel Bouys/AFP/Getty Images

Kathryn Bigelow
A cineasta americana entrou para a história em 2009 como a primeira — e até agora única — mulher vencedora do Oscar de melhor direção, com Guerra ao Terror (2008). A trama estrelada por Jeremy Renner acompanha um grupo de militares especialistas em explosivos encarregado de desarmar bombas e minas durante a Guerra no Iraque, destacando os efeitos psicológicos da arriscada missão. A produção ganhou um total de seis Oscar, incluindo os de melhor filme e roteiro original. Guerra ao Terror está disponível na Netflix e em DVD.

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Sofia Coppola
Filha do grande cineasta Francis Ford Coppola, Sofia é conhecida por abordar com delicadeza conflitos do jovem universo feminino, como solidão e deslocamento social. Fez sua estreia em longa com As Virgens Suicidas (Telecine Cult, dia 1º de abril, à 1h45m e em DVD) sobre cinco irmãs criadas em confinamento por seu pais conservadores. Seu filme mais celebrado é Encontros e Desencontros (dia 19 de março, às 20h05min, no Telecine Cult e DVD), que apresenta, em Tóquio, a amizade entre dois tipos melancólicos: uma jovem que acompanha o namorado fotógrafo e um ator decadente que ali foi gravar um comercial. Já em Bling Ring: A Gangue de Hollywood (Netflix), as personagens são quatro garotas e um rapaz abastados que se divertem assaltando casas de celebridades.

Agnès  Varda despontou com a turma da nouvelle vague Foto: Ciné-Tamaris / Divulgação

Agnès Varda
Protagonista feminina da nouvelle vague, movimento com epicentro em Paris que revolucionou o cinema mundial, a cineasta belga Agnès Varda comungou em seus filmes também o olhar de fotógrafa e artista plástica. Naquele que apresentou como seu derradeiro projeto, o documentário ensaístico As Praias de Agnès (2008), ela costura um imenso painel autobiográfico. Parte das reflexões sobre o tempo e a memória lembrando sua infância com família, o exílio na França em meio à II Guerra, o início da carreira como fotógrafa e documentarista. Tira do baú de recordações fotografias e filmes caseiros e recria ficcionalmente situações emblemáticas sem registro. E comenta alguns de seus grandes filmes, como Cléo das 5 às 7, Sem Teto, Sem Lei e Os Catadores e Eu. As Praias de Agnès está disponível em DVD, e Os Catadores e Eu será exibido no canal Curta! dia 31 de março, às 20h30min.

Ava DuVernay
Iluminar e manter acesso o debate sobre o racismo candente na sociedade norte-americana é um cavalo de batalha de Ava DuVernay. Em Selma — Uma Luta pela Igualdade (disponível no Telecine Play e em DVD), a diretora encenou a histórica marcha liderada por Martin Luther King Jr. em 1965 para reivindicar o direito ao voto dos negros, episódio que marcou na luta pelos direitos civis nos EUA. Com o documentário A 13ª Emenda (na Netflix), Ava concorreu ao Oscar 2017 apresentando um impactante painel histórico e político acerca de iniciativas implementadas nos EUA após o fim da escravidão com o objetivo de manter a população negra marginalizada.

Ana Luiza Azevedo
Depois de uma premiada trajetória no curta-metragem, a diretora gaúcha Ana Luiza Azevedo fez sua estreia em longa com Antes que o Mundo Acabe, trama juvenil ambientada em uma pequena cidade do interior do Estado. Destacando conflitos típicos da adolescência, o filme tem como protagonista um menino às voltas com a primeira paixão e a vontade de desbravar o mundo, como fez seu pai, um fotógrafo que vive na Tailândia. Antes que o Mundo Acabe passa no Canal Brasil dia 9 de março, às 19h20min, e está disponível em DVD.

Anna Muylaert
A diretora paulista alcançou repercussão internacional e promoveu um pertinente debate sobre o abismo social no Brasil com Que Horas Ela Volta?. A trama tem com protagonista uma nordestina que trabalha como empregada doméstica de uma família paulistana. Essa mulher estabeleceu com o filho dos patrões, desde bebê, um vínculo afetivo que o agora rapaz não tem com os pais. Quando a filha que deixou criança em sua terra natal chega à metrópole para prestar vestibular, surge um conflito no qual afloram ressentimentos represados e preconceito de classe. A jovem letrada representa uma geração que já não se conforma com o destino atávico de serviçal cumprido pela mãe, almejando, pelo estudo, realizar o sonho de ser arquiteta. Disponível no Now.

Susanne Bier
A cineasta dinamarquesa Susanne Bier despontou na mesma turma que revelou colegas como Lars Von Trier e Thomas Vinterberg. Costuma apresentar dramas densos sobre conflitos afetivos e familiares, como no longa que lhe valeu o Oscar de melhor filme estrangeiro, Em um Mundo Melhor (em DVD) — a trama mostra um médico que vivencia a violência em dois fronts: no doméstico, com seu filho vítima de bullying na escola, e no trabalho, com a guerra se aproximando do vilarejo africano onde presta serviço voluntário. Já em Segunda Chance (no Telecine Play), Susanne acompanha os desdobramentos de um gesto extremo tomado por um policial — para confortar a mulher traumatizada pela morte súbita de seu bebê, ele troca a criança morta pelo filho de uma viciada em drogas.

Claire Denis
Por conta do trabalho do pai militar, Claire Denis passou parte da infância e juventude nas colônias francesas na África. Temas como a tensão social e racial que a França vive no presente em razão de sua relações de exploração e submissão do passado perpassam a filmografia da diretora tanto em tramas ambientadas na periferia de Paris, como 35 Doses de Rum, quanto naquela em que Claire relembra suas raízes: Minha Terra, África, que tem como protagonista uma francesa que administra a fazenda de café da família num país conflagrado pela guerra civil e, progressivamente, vê sua crença na neutralidade pragmática sucumbir ao ciclo de violência. Os dois filmes estão disponíveis em DVD.

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