Rock, cerveja e batata frita: o segredo do Chopp do Gus - Diversão & Estilo - O Sol Diário

Em Florianópolis26/03/2017 | 00h16Atualizada em 26/03/2017 | 00h16

Rock, cerveja e batata frita: o segredo do Chopp do Gus

Tradicional bar no Córrego Grande, em Florianópolis, comemora 15 anos

Rock, cerveja e batata frita: o segredo do Chopp do Gus Alexandre Salles / Divulgação/Divulgação
Chopp do Gus tem programação com bandas de rock de segunda a sábado Foto: Alexandre Salles / Divulgação / Divulgação
Diário Catarinense
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Há 15 anos, existiam mais sítios e banhados do que prédios e áreas comerciais no Córrego Grande. O bairro localizado entre o Pantanal, Santa Mônica e Itacorubi é um dos acessos à Lagoa da Conceição, durante muito tempo um dos únicos redutos de bares e casas noturnas de Florianópolis. Mas isso até a abertura do Chopp do Gus, em 2002. Primeiro como bar e padaria, e depois como choperia e espaço para shows e uma filial no Kobrasol, em São José, o Gus é hoje referência na cidade por ser fiel ao gênero rock, ser palco para bandas catarinenses e pelo chope bem tirado. Claro, ficou famoso também pela Batata Flambada, uma irresistível porção de batata frita com quatro queijos derretidos no fogo. 

Tudo começou em março de 2002, quando Telci Bernandes de Oliveira, 57 anos, e os três filhos, Fernando, Gustavo (o Gus que dá nome ao lugar, na época com 16 anos) e Patrícia, começaram a trabalhar no sonho de abrir um bar e uma padaria — quem é de São Paulo ou conhece a capital paulista, como eles, sabe o valor que tem uma boa ¿padoca¿. 

— Lembro que o bar fechava às 2h da madrugada e às 6h da manhã abria a padaria. Mas aí vimos a necessidade de ter música e dois anos depois passou a ser só o bar. Começou com voz e violão e depois as bandas — conta Fernando Silva Oliveira, filho mais velho que começou a trabalhar aos 18 no negócio da família. 

Foto: Alexandre Salles / Divulgação

Hoje o Chopp do Gus do Córrego tem dois palcos, o principal localizado à direita da entrada, e outro mais intimista no segundo andar. Por ser uma família apaixonada por rock, o estilo do bar foi fácil de achar: rock¿n roll. A decoração, inclusive, conta com discos, alguns raros, da coleção que Oliveira, o pai, tinha quando adolescente. 

— Não queríamos um bar da moda. A ideia sempre foi ser uma casa que durasse para sempre. Como faz isso? Com bom atendimento, bons produtos, bom preço. Estamos sempre aqui, conhecemos muitos clientes — diz Oliveira, que antes de ser empreendedor tinha trabalhado 20 anos para uma multinacional.

O fato de a família estar sempre presente faz diferença: no último sábado, noite de comemoração aos 15 anos da casa, eles não paravam de cumprimentar clientes que hoje são amigos.

— Há pelo menos 11 anos eu frequento a casa. Venho muito sozinha, e aqui me sinto segura. Conheci muitas pessoas, fiz grandes amigos. Ganhei uma família aqui — diz a psicóloga Erika Lins, 52 anos.

TRÊS RAZÕES PELAS QUAIS O CHOPP DO GUS FICOU FAMOSO:

|| A BATATA FLAMBADA
A Batata Flambada (R$ 26,80) foi uma das responsáveis pela fama do bar. A ideia de adicionar os queijos foi do Fernando, mas foi o pai que sugeriu colocar o fogo. No começo, a porção era flambada em cima da mesa do cliente, com um maçarico culinário. Até que, para evitar acidentes, passaram a ser flambadas na cozinha. A batata com queijo é tão famosa que uma rápida pesquisa no Google e aparecem recomendações, depoimentos e até vídeo do petisco. 

|| O ROCK
O fato de o Chopp do Gus ser fiel ao estilo rock¿n roll faz dele um bar importante para a cena musical de Florianópolis. Tanto que promove shows com bandas catarinenses, em geral covers de clássicos do rock, todas as noites em que a casa abre: no Córrego Grande, de segunda a sábado, e no Kobrasol de terça a sábado.

— O rock e a qualidade do som são o ponto forte da casa. Frequento desde o começo. Eu morava no Centro e vinha até o Córrego para tomar chope e ouvir música — afirma o servidor público Alexandre Cerello, 43 anos.

Ele é freguês desde então, amigo dos proprietários e dos garçons e tem sempre um lugar cativo. Num mês, chega a ir até oito vezes. 

|| O CHOPE
O chope, claro, é outro segredo da casa. Mas além de uma boa bebida, é preciso saber ¿tirá-lo¿corretamente. O manuseio das torneiras é uma arte e é o que define a cremosidade. Nas terças-feiras, noite de promoção, são consumidos uma média de 25 a 30 barris de chope de 50 litros cada. O número já chegou a 38 barris.

— Chope é um organismo vivo. Quanto mais circula [nas serpentinas], melhor fica — atesta Telci Bernandes de Oliveira,. 

Foto: Alexandre Salles / Divulgação

Endereço: Rua João Pio Duarte Silva, 1.650, Córrego Grande, Florianópolis. Fone: (48) 3028-5807

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