Doença renal crônica é comum entre os gatos. Saiba como identificar e tratar - Diversão & Estilo - O Sol Diário

Pets11/04/2017 | 11h43Atualizada em 11/04/2017 | 11h46

Doença renal crônica é comum entre os gatos. Saiba como identificar e tratar

Questões fisiológicas e alimentação justificam o índice elevado de animais com o problema

Doença renal crônica é comum entre os gatos. Saiba como identificar e tratar Isadora Neumann/Agência RBS
Foto: Isadora Neumann / Agência RBS

Assim como em seres humanos, a doença renal crônica em felinos é um problema silencioso e sem cura, que pode acometer até quatro em cada 10 animais acima dos oito anos. Caracterizada por lesões em 75% dos néfrons, uma espécie de "mini filtros" dos rins, a doença pode ser tratada para conter sua progressão e devolver o bem-estar aos peludos. Saiba mais:

Como identificar
Identificar o problema não é uma tarefa tão simples, afinal, nem sempre os sintomas são relacionados ao trato urinário. Vômitos, emagrecimento e constipação são alguns dos indícios da doença renal crônica. Excesso de ingestão e de perda de líquidos também podem ser sinais importantes. Contudo, o diagnóstico só é confirmado por meio de exames de sangue, urina e imagem.

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Causas
Um dos motivos que leva os gatos a sofrerem mais da doença renal crônica em relação aos cães tem origem fisiológica. Um felino tem 200 mil néfrons, enquanto um cão tem 400 mil.

A alimentação também contribui para o problema. Conforme a médica veterinária especializada em felinos Rochana Rodrigues Fett, na natureza, esses animais costumam a se alimentar da caça, de pequenos roedores, que têm 70% de umidade. Assim, acabam tirando água da alimentação também:

— Em casa, usamos ração seca, que tem apenas 12% de umidade. Mas isso não significa que a ração é a culpada — diz, alertando que o acréscimo das versões úmidas do alimento já ajuda a prevenir a doença.

Se possível, é aconselhável ter uma fonte de água, pois gatos gostam do líquido corrente. Potes devem ter o conteúdo trocado com frequência.

Foto: Isadora Neumann / Agência RBS

Como tratar
O tratamento busca reduzir a velocidade da progressão das lesões nos rins. Um dos procedimentos mais comuns é a fluidoterapia subcutânea, que é a aplicação de soro para combater a desidratação dos animais.

— Quando têm a doença, os gatos aumentam a ingestão de água e, ao mesmo tempo, aumentam sua excreção. Então, fazemos o fluido para que ele não fique desidratado — explica Rochana.

Rápido, o processo pode ser feito em casa pelos tutores, conforme a orientação do médico veterinário, evitando o estresse que o animal passa ao deixar o ambiente no qual é acostumado.

Aprenda a fazer o procedimento em casa:


Além da fluidoterapia, o peludo também pode receber medicamentos específicos de acordo com o estágio da doença e problemas associados — a hipertensão, por exemplo, pode ser decorrente de doenças renais. 

Sintomas
Vômitos
Náuseas
Ingestão excessiva de água
Urina em grande quantidade
Constipação ou diarreia
Emagrecimento
Problemas na pelagem

Prevenção
Oferecer alimentação úmida
Disponibilizar água corrente ou vários potes espalhados pela casa
Realizar exames de rotina, especialmente em animais com mais de cinco anos

Tratamento
Medicamentos e aplicação de soro subcutâneo, dependendo do caso

Incidência
10% dos felinos acima dos 10 anos têm algum grau de doença renal
30% dos gatos acima dos 15 sofrem do problema

 

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